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    64 contos (Coleção Listrada) -

    Rubem Fonseca

    Companhia das Letras
    2004
    800 páginas
    1d 2h 40m
    ISBN-10: 8535905812
    Português Brasileiro
    4.5
    253 avaliações
    Leram516Lendo52Querem540Relendo8Abandonos17Resenhas7
    Favoritos48Desejados540Avaliaram253

    Grão-mestre do conto brasileiro contemporâneo, Rubem Fonseca afirmou-se - de Os prisioneiros e A coleira do cão a Pequenas criaturas - como narrador de situações extremas, marcadas pela violência e pelo erotismo. Em contos como Feliz ano novo, Passeio noturno e O cobrador, o escritor carioca produz curto-circuitos que desnudam personagens de todas as origens e pretensões sociais e põem marginais e figurões em pé de igualdade. Avesso ao sentimentalismo e à cor local, Rubem Fonseca inspira-se na economia do cinema e na literatura de escritores como Ernest Hemingway e Isaac Bábel para forjar uma dicção própria e inconfundível. Mais que isso, o autor traz para seu próprio estilo a contundência e o desencantamento dos ambientes e heróis de que se ocupa. Assim, na mesma linhagem em que figuram Machado de Assis, Lima Barreto e João do Rio, transfigurou o Rio de Janeiro num território ficcional repleto de segredos e contradições e consagrou-se como um dos grandes contistas da língua brasileira.

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    Doney Corteletti Stinguel27/11/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Lista de Livros: 64 contos, de Rubem Fonseca

    “Não gosto de olhar o Corcundinha. Ele tem mais de seis tiques diferentes. “Você está melhorando dos tiques”, eu disse; mas que besteira, ele não estava, por que eu disse aquilo? “Estou, não estou?”, disse ele satisfeito, piscando várias vezes com incrível rapidez o olho esquerdo.” * “Quando um homem e uma mulher estão num restaurante – e ela 1º) não é a mulher dele; 2º) não é velha nem feia – isso significa que um processo erótico qualquer está em curso.” * “Quer atirar? pode atirar, a velha não vai ouvir. Mais para cima um pouco. Com a ponta do dedo suspendo o cano até a altura da minha testa. Aqui não dói. Você já matou alguém? Ana aponta a arma pra minha testa. Já. Foi bom? Foi. Como? Um alívio. Como nós dois na cama? Não, não, outra coisa. O outro lado disso.” * “Sabe quando descobri que estava velho? Quando passei a gostar mais de comer do que de foder. Esse é um indício terrível, pior do que os cabelos crescendo no nariz. Agora não gosto nem de comer.” * Mais em:

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    José Rubem Fonseca profile picture

    José Rubem Fonseca

    O escritor e roteirista cinematográfico brasileiro José Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio de 1925, na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Ele se graduou em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde ele passou a residir a partir dos oito anos. Antes de se devotar ao ofício literário, Rubem percorreu uma longa jornada na carreira policial, na qual ingressou ocupando o cargo de comissário, no 16º Distrito Policial, em São Cristóvão, ainda em terras cariocas, no dia 31 de dezembro de 1952. Ele permaneceu nesta profissão até o dia 06 de fevereiro de 1958, quando foi exonerado. Durante a maior parte de sua vivência policial ele trabalhou no gabinete, como relações públicas dessa instituição, estagiando por pouco tempo nas ruas. Um dos melhores estudantes da Escola de Polícia, ele se destacou profissionalmente por sua percepção apurada da psique humana, sua visão psicológica dos infortúnios do Homem. As experiências então vivenciadas pelo autor foram depois traduzidas por ele em sua obra. Neste momento, porém, ele ainda não revelava nenhuma inclinação literária. Em 1954, no mês de Julho, ele e mais nove policiais receberam a oportunidade de estudar nos EUA. Ele aproveitou este momento para também cursar Administração e Comunicação nas Universidades de Nova York e de Boston. De volta ao Brasil, atuou na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, ministrando aulas sobre seu campo de trabalho. Ao deixar a Polícia, o escritor ainda teve uma passagem pela Light, antes de se dedicar totalmente à literatura. O autor iniciou sua trajetória literária escrevendo contos, reunidos depois no livro Os Prisioneiros, lançado em 1963. A partir daí seu impulso criador não mais cessou. Ele publicou A Coleira do Cão, de 1965; Lúcia McCartney, de 1967; O Caso Morel, em 1973; Feliz Ano Novo – livro de 1975, censurado durante a Ditadura Militar; O Cobrador, de 1979; A Grande Arte – romance de 1983, adaptado para o cinema pelo próprio autor, dirigido por Walter Salles Jr.; Buffo & Spallanzani, de 1986; Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, em 1988; Agosto, de 1990 – convertido para as telas televisivas com grande sucesso; O Selvagem da Ópera, de 1994; O Buraco na Parede, de 1995; Diário de um Fescenino, em 2003; O Romance Morreu, de 2007, entre outros. Em seus livros despontam seres à margem da sociedade, assassinos, prostitutas, policiais, representados em um cenário povoado pela violência explícita e por uma alta voltagem sexual. Estes elementos são apresentados ao leitor através de uma linguagem austera, crua e sem circunlóquios. A ficção mesclada com fatos históricos também é uma característica da produção literária de Rubem Fonseca, como no retrato de Getúlio Vargas em Agosto, e a representação da trajetória existencial do compositor Carlos Gomes em O Selvagem da Ópera. Rubem Fonseca também escreveu críticas cinematográficas para a revista Veja, em 1967. Recebeu, ao longo de sua carreira literária, várias premiações importantes, entre elas o Prêmio Camões, o mais importante do idioma português. Ele foi igualmente consagrado por seus roteiros escritos para o cinema, recebendo o Coruja de Ouro por seu roteiro Relatório de um Homem Casado, de Flávio Tambelini; o Kikito de ouro, no Festival de Gramado, pelo longa-metragem Stelinha, dirigido por Miguel Faria; e o Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo roteiro de A Grande Arte, acima citado. Ele criou um personagem que se imortalizou nos meios literários – o advogado Mandrake, despido de valores morais, sempre cercado de mulheres, habituado a circular pelo ‘underground’ carioca. Este protagonista foi transportado para as telas da TV em uma série popular do canal HBO, vivido pelo ator Marcos Palmeira, em roteiro adaptado pelo filho de Rubem. Viúvo, pai de três filhos - Maria Beatriz, José Alberto e o diretor de cinema José Henrique Fonseca, o escritor era uma pessoa retraída e pouco se expunha diante da mídia. Sempre respeitado e admirado por seus amigos como uma pessoa modesta, amável e bem-humorada, faleceu no dia 15 de Abril do ano de 2020, aos 94 anos, decorrente de um infarto, em plena pandemia de Covid-19.

    64 Livros
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    Juiz de Fora, Brasil

    José Rubem Fonseca