The Colour of Magic (Discworld #1) - Discworld - Book 01

    Terry Pratchett

    Corgi
    1985
    285 páginas
    9h 30m
    ISBN-10: 0552124753

    On a world supported on the back of a giant turtle (sex unknown), a gleeful, explosive, wickedly eccentric expedition sets out. There's an avaricious buy inept wizard, a naïve tourist whose luggage moves on hundreds of dear little legs, dragons who only exist ifyou believe in them, and of course THE EDGE of the planet...

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    Clio02/11/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Parece natural que o país que criou uma das maiores obras de fantasia na literatura também tenha sido aquele que criou uma das melhores paródias do gênero. A Cor da Magia, pela pena de Terry Pratchett, tomou o mundo mágico de sobressalto e é o primeiro volume dos quarenta e um que compõe a saga de Discworld. Neste volume, somos apresentados as cidades gêmeas de Ankh-Morpork, referida principalmente como uma única Cidade-Estado. É nela que encontramos a Universidade Invisível, de onde Rincewind, um dos protagonistas, foi expulso após aceitar o desafio de ler um de seus livros mágicos. Como mago, Rincewind (que no original seria algo como Ventorançoso) é pragmático, ganancioso, covarde e extremamente azarado. Por ser incapaz de realizar qualquer magia que não a única que possuiu seu cérebro, ele é basicamente inútil como feiticeiro. Contudo, é com sua ajuda que Duasflor, uma paródia de turistas que mistura asiáticos com estadunidenses, percorre as atrações da Centrolândia. É impossível colocar todas as referências captadas apenas na primeira parte do livro. Pratchett se divertiu ao zombar dos tropos comuns aos jogos de rpg, literatura fantástica, quotidiano londrino e política internacional. Nada é sagrado. Mesmo os fabulosos dragões são tidos como meras histórias fantasiosas, sendo que o realistíco para o Mundo do Disco é um animal que mais se assemelha a uma praga de pântanos e manguezais. Com essa alegre derrubada dos aspectos mais preciosos do gênero, os herois e vilões seguem o mesmo rumo. Hrun, a homenagem nem um pouco sútil a Conan, cede a ambientação de um bárbaro desmiolado e perde sua característica postura protofilosófica que seu autor original, Robert E. Howard, lhe imbuiu e que foi terminantemente descartada por seus outros escritores. Enfim, a crítica de Pratchett é impagável e merece toda a fama que a série tem. Infelizmente, por ser de nicho e com um humor pesadamente calcado em jogos de sons e palavras como aliterações e cacófanos, muita coisa se perde na tradução. Então, deixo aqui meu aceno ao louvável esforço de Márcio Grillo nessa empreitada ingrata. Recomendo.

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