Definitivamente, a série desandou. Não há outra palavra para expressar os eventos que tem ocorrido desde Terra de Sombras para cá. Chama Negra só confirma o fato. Mas o bom gosto para as capas continua o mesmo. E essa não é menos que linda. Mas
Há pouco tempo disse isso e agora repito: a série Os Imortais ganhou meu carinho no primeiro livro, mas eu também tenho que admitir, nada evoluiu positivamente. O que é uma pena. A história em si é gostosa de se ler, tem muita coisa tosca e que a torna divertida, mas quando se trata de um livro que abrange vários volumes, a leitura e o enredo precisam crescer conforme o tempo. Amadurecer. Tornar-se mais e mais interessante ao leitor. Não é o caso.
Chama Negra agora traz Ever em conflito interno elevado à última potência. Não bastasse sua crise com Damen, o único que se mantém o mesmo desde o primeiro volume, e ainda interessante como personagem, a coisa se multiplica rumo à melhor amiga Haven, agora também imortal e total e absurdamente descontrolada. Não bastasse isso, Ever vive a questionar o que sente por Damen, Jude e Roman (acredite se quiser!).
Tudo isso soa artificial demais, e a única certeza é a de que Ever é volúvel e não sabe o que quer. O que irrita demais o leitor. Suas indecisões refletem que apesar do amor por Damen, há Jude e até Roman na parada. Fica complicado. A Chama Negra do título é uma ideia até bastante sacada, só não bem trabalhada, e surge para justificar sentimentos que não convencem como simples feitiços.
O final razoável entrega o que vem pela frente em Estrela da Noite e realmente, eu prefiro não arriscar qual será o caminho para finalizar a história em breve. Fica a esperança de que repetições do tipo calor, formigamento, olhos verde-água etc etc etc sumam do livro final dando espaço à originalidade e criatividade mais elaboradas (ou quase). Já seria um grande passo!