Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Revista Diário - Nº 06 - Amapá - Ano 1 - Junho/2015

    não informado

    Diário Comunicações
    2015
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
    Leram1Lendo1Querem0Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados0Avaliaram2

    - Água Potável (um rio do tamanho do Amazonas no subsolo do Amapá) - Combatente de selva na fronteira - Brilho de fogo, bela raridade - Misterioso Stonehenge - Controvérsias sobre a pobreza no Amapá

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    R . picture
    R .29/06/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Os assuntos de tema ambiental se destacaram na edição. Gostei muito da reportagem de capa sobre o rio Hamza, considerado o maior rio subterrâneo do mundo para alguns especialistas. O texto é baseado em matéria publicada no g1 e os pontos evidenciados são: localiza-se a 4 mil km abaixo do rio Amazonas, nascendo também nos Andes; é pesquisado desde os anos 70 e foi batizado com o nome de um pesquisador indiano; o volume d'água é maior que o do aquífero Guarani, até então considerado o maior do mundo (em mais de 3 vezes); tem uma extensão de 6 mil km com 400 km de largura e a foz penetra no Oceano Atlântico em cerca de 150 km. Muito interessante e surpreendente para quem nunca tinha ouvido falar! O assunto me fez buscar outra fontes e descobri que há umas divergências entre os pesquisadores quanto a definições. Para uns é rio por ter movimentação no curso d'água e para outros é aquífero devido a movimentação ser muito lenta e a água estar infiltrada em rocha porosa, parecendo uma grande esponja. Essa corrente diz que seria um aquífero formado pela infiltração da bacia amazônica ao longo de milhares de anos. Detalhes! Que eles cheguem a conclusões precisas e enriqueçam a ciência com mais nuances dessa histórica descoberta. Em termos práticos, há informações que a água não é potável (devido a impregnação de sais presentes na rochas) e o acesso requereria muita tecnologia e vultuoso investimento. Com o desperdício d'água que já há por aqui, muitos vão se solidificar ainda mais nisso com uma falsa ou nenhuma consciência. E não é!? A matéria deveria ser ilustrada com fotos da Amazônia. Outro assunto: uma seção nova na revista chamada Preservação. Refere-se ao beija-flor brilho de fogo, que nacionalmente ficou conhecido como ave das matas do Amapá através de um Globo Repórter nos anos 90 (mas também é encontrado em outras partes da Amazônia). Em 2007 a Escola de Samba Beija-Flor do RJ falou do Amapá e dessa bonita ave. O texto é entusiasta, com informações como voo atingindo 100 km/hora, batimento cardíaco chegando a mais de mil por minuto, a coloração berrante e espetacular, e o bater de asas em cerca de 90 vezes/minuto. Lega! Só que no entusiasmo foi passada a informação de que é o menor colibri do Brasil. Por favor! É exatamente o contrário, com os machos chegando a 20 cm de tamanho! Se a seção que falar de fauna, seria legal abordar também o tamanduaí na APA da Fazendinha, os botos no Porto de Santana, a situação lamentável de moradores de áreas de ressaca que convivem com moreias e poraquês (uma vez vi um menino jogando pão na água e quando prestei atenção dei de cara com uma moreia de uns 2 metros. Ô susto!), ou que tal falar de onças, que já andaram assustando moradores da APA Curiaú. Gosto muito do assunto fauna. Só não gosto daqueles carniceiros da política, que transformam o erário público em banquete e vira e mexe aparecem nessa revista contando mentiras naquelas fotos ridículas das entrevistas, em movimentos que parecem até que vão sair voando (Quiááá, quiá, quiá, quiá!!!!! Égua, não!) Abram espaço na seção também para a flora, que tem muita coisa interessante. Li com entusiasmo também sobre o sítio arqueológico em Calçoene: o "Stonehenge da Amazônia". Essas nossas autoridades estão vacilando em não transformar logo aquilo em parque protegido. Oras! Até boi anda pisoteando aquele lugar, fora os curiosos destruidores de patrimônio (querendo ou não). Ei políticos! Façam logo algo que preste, em vez de dar atenção para um monte de coisas menos importantes e bestas! "Controvésias sobre a pobreza no Amapá" parece uma matéria para agradar políticos (não estou dizendo que é o caso). Mas os números às vezes transmitem ou levam a crer em falsas verdades. Tem muita pobreza sim no Amapá, basta pensar na vergonhosa condição de falta d'água na capital ao lado do maior rio do mundo, desempregos acentuados, violência aumentando, saúde deficiente nos serviços públicos, falta de escolas, etc e tal. E esse negócio de que a população do interior vive bem é falso na prática. Oras! Ver os números é uma coisa e a realidade prática é outra. Até as Escolas Famílias, criadas para atender as comunidades rurais, estão em situação lastimável. Vão lá visitar! "Mineração - Em vez do desenvolvimento o retrocesso" está muito legal, fazendo um apanhado geral da mineração no Amapá. Um dos pontos da contradição entre riqueza do lugar e pobreza dos municípios, segundo o que li, é o pouco investimento na infraestrutura dos municípios, que ficam largados com o fim dos empreendimentos. Tudo fica na submissão às empresas e quando vão embora deixam só os impactos. Serra do Navio, por exemplo, teria outra realidade se tivesse sido elevada a município na época áurea da ICOMI (li isso em uma importante pesquisa da região). A infraestrutura criada acaba sendo só para atender a necessidades desses empreendimentos. Eu entendi a reportagem assim. Finalizando, legal a revista ter um espaço agora para falar de literatura, assinado pela blogueira Laise, do Mundo Sublinhado. Acompanho esse blog, que tem ótimos textos e percepções. Dos três livros citados já li o da Malala (altamente recomendável e tocante). Só uma crítica! Abra espaço aí para a Literatura Amapaense também! Não que eu goste de tudo daqui (muita coisa eu até detesto), mas sinto falta de uma rede de divulgação para obras que deveriam ser mais conhecidas. Ainda mais se as revistas locais nem privilegiarem... Essa foi a edição de junho de 2015. Mais uma, melhorem a estética de alguns textos que estão mal organizados. Para as fotos que atravessam as matérias, os textos deveriam ser resolvidos antes e após elas para não confundirem (se é que me faço entender). A revista pode ser conferida neste link

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 2
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores2
    • Similares3