Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições4
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas200
    • Leitores7853
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A arte de escrever -

    Arthur Schopenhauer

    L&PM
    2006
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-13: 9788525414649
    Português Brasileiro
    4
    2380 avaliações
    Leram3981Lendo399Querem3290Relendo15Abandonos168Resenhas200
    Favoritos225Desejados3290Avaliaram2380

    Nesta antologia de ensaios recolhidos de Parerga e Paralipomena, o leitor vai encontrar textos que trazem as mais ferinas entusiasmadas e cômicas reflexões acerca do ofício do próprio Schopenhauer, isto é, o ato de pensar, a escrita, a leitura, a avaliação de obras de outras pessoas, o mundo erudito como um todo. São eles: Sobre a erudição e os eruditos, Pensar por si mesmo, Sobre a escrita e o estilo, Sobre a leitura e os livros e Sobre a linguagem e as palavras. Embora redigidos na primeira metade do século 19, estes ensaios, ao tratar sobre o mundo das letras, os vícios do pensamento humano, as armadilhas da escrita e da crítica, continuam válidos - hoje mais do que nunca. E, marca personalíssima do autor, são modernos, pulsantes de vida, de inteligência e humor.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (200)Ver mais
    Cristiane Abreu picture
    Cristiane Abreu15/10/2009Resenhou um livro
    0

    A arte de não ler

    "A arte de escrever", do filósofo alemão Shopenhauer, é, já nas páginas iniciais, um soco no estômago. Frases como "O meio mais seguro para não possuir nenhum pensamento próprio é pegar um livro na mãos a cada minuto livre" fizeram com que eu interrompesse a leitura por alguns momentos, tentando digerir seu significado. Com a acidez que lhe é característica, Shopenhaeur condena toda literatura feita por aqueles que desejam unicamente ganhar dinheiro com ela. O filósofo enaltece aqueles que vivem PARA a literatura, em detrimento dos que vivem DA literatura. Para o alemão, a leitura não passa de um substituto do pensamento próprio. "É possível sentar e ler, mas não sentar e pensar". Porém, "sentar e pensar" foi o que me pus a fazer durante a leitura desse livro. Será que alguma vez na vida eu já tive um pensamento digno de ser considerado genuinamente original? Será que meus pensamentos não passam de um eco desbotado e fraco de uma reflexão anterior a minha? Ou pior: "Será que o fato de eu ocupar meu tempo livre com a leitura de um romance aparentemente inócuo me priva da descoberta de meus próprios pensamentos? Como bem constatou Shopenhauer, quando lemos alguém pensa por nós. o leitor só repete aquele processo mental "da mesma maneira que um estudante ao aprender a escrever refaz à caneta os traços que seu professor fizera à lápis". No entanto, não se faz apologia a não leitura, pelo contrário, Shopenhaeur estimula que se leia os grandes autores. De preferência nas suas línguas originais (quase sempre as antigas, como o latim). São reflexões muito pertinente, sem dúvida. Mas o leitor de "A arte de escrever" não deve se deixar impressionar pelo tom duro e categórico do autor. Muito do que é afirmado por Shopenhauer carrega também boa dose de exagero. Seu maior trunfo, na minha opinião, é desmistificar a literatura dita "difícil". Em linguagem de fácil compreensão, o filósofo alemão recrimina seus colegas (sobretudo Hegel) por mascararem falta de clareza com palavras difíceis. Também os acusa de produzirem textos que, por sua roupagem rebuscada, dão a impressão de dizer mais do que foi pensado.

    153 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 2380
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

    104 Livros
    610 Seguidores

    Arthur Schopenhauer