Revista Diário - Nº 09 - Amapá - Agosto/2015

    não informado

    Diário Comunicações
    2015
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nessa edição: # Invasão bubalina e agora? # BR 156 vira chacota # Personalidade: Walter do Carmo # Depressão e transtornos de ansiedade lideram ranking de doenças psicóticas no Amapá # Padres italianos do PIME # Amapá é um dos estados mais afetados pela crise econômica brasileira # A arte de Márcia Braga

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    R .30/09/2015Resenhou um livro
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    A revista tem alguns assuntos que já foram abordados, de grande importância para o Amapá e, infelizmente pela soma de muitos fatores onde predomina o descaso, sem perspectivas de resolução em um prazo curto, resultando em prejuízos a sociedade e ao meio ambiente. É o caso da reportagem "Invasão bubalina e agora?". Como é sabido, a questão foi um dos fatores determinantes do fim da pororoca no rio Araguari e tem afetado populações locais pelas alterações ambientais. Ressalte-se que é um fator associado a ação danosa das três hidrelétricas no rio, somado ao descaso das autoridades governamentais em permitir que a situação chegasse nesse nível. As hidrelétricas mudaram a vazão do rio, provocando a salinização na proximidade da foz, com diversos impactos ambientais. E a criação de búfalos soltos tem potencializado a destruição do rio, com formação de novos canais. As manadas estão avançando até em unidades de conservação, colocando em sério risco a integridade, como na reserva do Lago Piratuba. Impressionante o que tem acontecido. O Amapá é ovacionado nacionalmente pelo maior percentual de áreas protegidas e, mesmo com baixa densidade (que não chega a um milhão de habitantes) tem provocado destruição em níveis alarmantes. Taí o rio Araguari, o mais representativo depois do Amazonas, que em pouco tempo teve a destruição da lendária e milenar pororoca, sem contar outras consequências, como o impacto no arquipélago do Bailique afetando as comunidades e a pesca. A reportagem mostra isso e nenhuma ação governamental é mostrada de forma eficaz na situação, apenas a descarada defesa de pecuaristas e das hidrelétricas. Novamente a BR-156 é mostrada em chacota, merecidamente, como uma obra pública interminável em quase 80 anos, numa situação de descaso, burocracia, corrupção e falta de planejamento. O texto está interessante também pelo relato histórico de Ruy Guarani, condensados em um livro sobre a história dessa rodovia. Curiosos os textos sobre Walter do Carmo e Luíza de Nazaré. O primeiro trata do pioneiro na construção de rodovias e significativas obras no tempo do Território, e o segundo traz a história da socióloga que foi uma das sequestradas entre estudantes na década de setenta, em um voo entre Belém e Macapá que acabou em Cuba. Na área da saúde tem um texto ressaltando a questão da depressão (mal que tem crescido na sociedade e resultando em suicídios) e sobre a classe dos enfermeiros (o Amapá tem a melhor taxa de remuneração no país, apesar de não ser a adequada). Na questão da depressão é ressaltada a ação de terapeutas (na minha visão falta é Jesus Cristo na causa) e na parte sobre a Enfermagem, apesar de alguma conquista para os profissionais, a situação da saúde no estado é precária e sobrecarregada na capital. Finalizando, vale uma conferida também no texto "Padres italianos do PIME". Conta um pouco dessa trajetória de missões estrangeiras iniciada na Itália. Os padres tiveram grande importância para o desenvolvimento do Amapá. A ressalva que tenho foi a postura ultraconservadora que muitos tiveram, entrando em choque com a cultura local (marabaixo) e denominações evangélicas, bancando o xerifão, algumas vezes, de forma autoritária e inapropriada (como a queima de Bíblias e literatura evangélica feita pelo maior representante do PIME no Amapá: o padre Júlio Lombaerd, que está em processo de estudo para canonização). A edição pode ser consultada em:

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