Cipreste Triste (A Rainha do Crime) -

    Agatha Christie

    Altaya / Record
    1996
    204 páginas
    6h 48m
    ISBN-10: 8501155217
    Português Brasileiro

    À primeira vista, o amor parece ser a causa do assassinato de uma linda e atraente mulher. E todas as circunstâncias apontam como culpada uma otura jovem, igualmente encantadora, motivada em princípio pelo medo de perder o homem que ama. Mas nada costuma ser assim tão óbvio para o imbatível Hercule Poirot, que põe suas "células cinzentas" em ação para elucidar mais este caso - e mostra que, por trás de sua aparência de homem frio e racionalista, esconde-se um grande sentimental.

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    Fabio Shiva08/03/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Variações do "Whodunit"

    Uma das características fascinantes de Agatha Christie é como, ao longo de suas dezenas e dezenas de livros, ela vai desenvolvendo sutis variações do tema básico do “Whodunit”, o jogo de detecção que consiste em descobrir o culpado a partir das pistas que são apresentadas no decorrer da história. Assim é que temos, por exemplo, esse clássico jogo policial aplicado a um cenário de julgamento em “Testemunha de Acusação”, uma das melhores tramas de Agatha. Já em “Os Cinco Porquinhos”, outro livro muito querido pelos fãs, esse mesmo jogo é aplicado a uma situação em que temos um número bem reduzido de suspeitos. Penso que “Cipreste Triste” foi uma variação combinada desses dois temas: uma história que envolve um tribunal e com poucos suspeitos. A história é envolvente e diverte como sempre, embora eu tenha achado a solução do mistério meio óbvia, justamente pelo número reduzido de suspeitos. A trama, que é protagonizada por Poirot, renova ainda ao apresentar a cena da elucidação de forma fragmentada. Uma curiosidade a mais foi ter lido uma tradução no português de Portugal (provavelmente de antes do acordo ortográfico), o que gerou algumas estranhezas, sendo a principal delas o próprio instrumento do crime: “uma sanduíche envenenada”! “- O senhor deve ser um homem incrivelmente simples. Não vê que fácil me é mentir-lhe? - Não faz mal - disse placidamente Hercule Poirot. Ela ficou intrigada. - Não faz mal? - Não, porque as mentiras dizem ao interlocutor tanto como as verdades. às vezes até dizem mais.” https://comunidaderesenhasliterarias.blogspot.com/2021/03/cipreste-triste-agatha-christie.html

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