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    A UNIDADE CULTURAL DA ÁFRICA NEGRA (Reler África) - ESFERAS DO PATRIARCADO E DO MATRIARCADO NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA

    Cheikh Anta Diop

    PEDAGO
    2015
    191 páginas
    6h 22m
    ISBN-13: 9789898655479
    Português
    4.5
    16 avaliações
    Leram16Lendo12Querem96Relendo0Abandonos1Resenhas2
    Favoritos1Desejados96Avaliaram16

    Resultado de uma vasta erudição do autor e profundo estudo sistemático à história e cultura africana, o livro apresenta uma tese a favor do que se considera ser a unidade cultural da África negra que, deste ponto de vista, "permaneceu viva sob ilusórias aparências de heterogeneidade". Cheikh Anta Diop apresenta assim uma das teses centrais que suportou a ideia de uma Unidade Africana, de âmbito político, e que esteve na base do sonho pan-africano de uma União Africana. É considerado um dos mais influentes e originais pensadores africanos do século XX e esta é uma das suas obras fundamentais.

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    Livia Lucas picture
    Livia Lucas02/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Primeiramente, quero deixar entendível que farei uma resenha sintetizada desta leitura pois há uma finitude quantitativa de caracteres que me impossibilita de fazer uma explicação pormenorizada da vasta erudição que o livro oferece. Sei que o livro é bastante polêmico, até porque ele descortina as falácias da branquitude. Mas a intenção com essa resenha é tentar instigar a vontade do leitor de conhecer outras narrativas. E tendo em vista a importância que ?Stolen Legacy? tem, não quero ocultá-lo ainda mais do que ele já é por muitos intelectuais que negam a sua veracidade. É um livro que causa incômodo, a cada parágrafo que eu lia, ficava atônita. Mas as mentiras que subjugaram o povo africano e os jogaram na extrema desonra não podem ser perpetuadas. Sinto necessidade de indicá-lo, mais pessoas precisam conhecer uma perspectiva da filosofia sem ser a eurocêntrica, tida como a única e dona dessa falsa imparcialidade. ?Os Gregos não foram os autores da filosofia Grega, mas o povo da África do Norte comumente chamados Egípcios, foram?. E é assim que George G.M. James inaugura o livro, com uma frase incomoda a depender de quem a lê. Sim, esse é o cerne da obra, desmistificar a filosofia que conhecemos sendo Grega. Basta abrirmos um livro didático de filosofia que veremos o ponto de partida sendo a Grécia ? o continente Europeu. Sempre nos deparamos com: ?Grécia, o berço da civilização?, e automaticamente ocorre o apagamento e o silenciamento dos povos africanos na contribuição da ciência. Portanto, o autor inicia-se nos pré-socráticos, como Tales de Mileto, e vai até Aristóteles, falando sobre o saqueamento dos saberes africanos. Exemplificarei de forma didática para maior compreensão: Pitágoras foi quem levou o reconhecimento pelo memorável teorema do quadrado da hipotenusa, conhecido hoje por ?teorema de Pitágoras?, e esta atribuição esconde que Pitágoras viajou para o Egito para estudar e ficou impressionado com a magnitude das pirâmides e a força motriz por trás das suas construções. Até porque origem das pirâmides egípcias é muito mais antiga que a existência de Pitágoras. E é impossível construir pirâmides com tamanha grandiosidade sem o amparo da matemática, da geometria. Logo, tiramos a conclusão que Pitágoras aprendeu e levou para fora o conhecimento obtido com os africanos. Outro exemplo que vale a pena ser citado é de Aristóteles, que por ser próximo de Alexandre, O Grande, o acompanhou em sua conquista ao Egito, por isso aproveitou para saquear, junto com seus alunos, os livros da biblioteca de Alexandria e creditá-los em seu nome. O autor também cita a quantidade de livros escritos por Aristóteles, que ele considera impossível tendo em vista as condições físicas e tecnológicas da época, nem hoje seria possível ter uma produção literária da envergadura de Aristóteles. Além de que as doutrinas desse ?filósofo? eram mostradas como originadas do Sistema de Mistérios Egípcios. E isso George G.M. James considera apenas algumas das contradições que cercam a história de Aristóteles. Sócrates, por sua vez, foi o único que o autor mencionou mais ou menos de forma honrosa, dizendo que ele incorporou os ensinamentos egípcios de forma profunda, e aceitou a condenação à morte como ?sacrifício?, e era o único que de fato foi iniciado.

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    4.5 / 16
    • 5 estrelas81%
    • 4 estrelas6%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas6%
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    Cheikh Anta Diop

    Cheikh Anta Diop (29 de diciembre de 1923 - 7 de febrero de 1986) fue un historiador, antropólogo, físico nuclear y político panafricanista senegalés que estudió los orígenes de la raza humana y la cultura africana. Ha sido considerado el más destacado hstoriador africano contemporáneo, y un científico destacado. El 7 de febrero de 1986, Diop, quien fue apodado como un moderno faraón de los estudios africanos, feneció en su lecho en Dakar. Le sobrevivieron sus tres hijos y su mujer.

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    Cheikh Anta Diop