A Cruz de Esmeraldas

    Cristina Torrão

    Ésquilo
    2009
    279 páginas
    9h 18m
    ISBN-13: 9789898092618
    Português

    Amor e Mistério na conquista de Lisboa em 1147 Em pleno século XII, no quadro da Conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, o leitor é introduzido numa trama de mistério e ardil, onde para além dos movimentos de ambas as partes no combate, o quotidiano de convivência dos dois povos, cristãos e mouros, e o grande amor vivido por uma moura e um cruzado, assumem especial relevância. Com um estilo próprio e inimitável, a autora tece em cada linha a teia de uma forte história de aventura, amor e incerteza. Um hino á força do Amor.

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    Andréia R.   picture
    Andréia R. 20/04/2018Resenhou um livro
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    Romantismo, religião e história.

    Neste romance de Cristina Torrão, escritora portuguesa da contemporaneidade, também intitulado em outra edição como A moura e o cruzado, a voz que se destaca na narrativa é de uma moura, de nome Aischa. O título já diz muito da trama, Konrad, par romântico de Aischa, luta a favor do lado do rei D. Afonso Henriques por intermédio das Cruzadas, e ela vive na tensão que o cerco à Lisboa causava aos seguidores de Alá. A mãe da moura é uma figura importante, convertida ao islamismo de forma condicionada, Zubaida nunca esquecera sua antiga religião, o Cristianismo, por isso escondia uma cruz de esmeraldas que era símbolo de sua verdadeira fé. Esse objeto foi entregue a filha como herança. Ao ser dominada, Lisboa foi tomada pelos cruzados e soldados portugueses que se apossaram dos bens dos mouros que outrora ali viviam. Essa cruz é por assim dizer o objeto que permite o entrelaçamento da trama, ocasiona a aproximação dos protagonistas e culmina na glória tão desejada pelo cruzado alemão no final do romance. Em suma, uma história romântica, com final feliz. Outrossim, há uma reflexão acerca da questão histórica de Portugal, da questão religiosa entre cristãos e não-cristãos e uma crítica ao interesse econômico que tanto a monarquia quanto a instituição cristã tinham ao realizarem tais embates, pois além de impor sua religião, queriam acima de tudo expandir seu poder territorial e aquisitivo.

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