Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições8
    • Vídeos0
    • Grupos1
    • Resenhas2491
    • Leitores39612
    • Similares10
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Sociedade do cansaço -

    Han B.C., Byung-Chul Han

    Vozes
    2015
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788532649966
    Português Brasileiro
    4
    12811 avaliações
    Leram19056Lendo2575Querem17287Relendo55Abandonos639Resenhas2491
    Favoritos434Desejados17287Avaliaram12811

    Os efeitos colaterais do discurso motivacional O mercado de palestras e livros motivacionais está crescendo desde o início do século XXI e não mostra sinais de desaquecimento. Religiões tradicionais estão perdendo adeptos para novas igrejas que trocam o discurso do pecado pelo encorajamento e autoajuda. As instituições políticas e empresariais mudaram o sistema de punição, hierarquia e combate ao concorrente pelas positividades do estímulo, eficiência e reconhecimento social pela superação das próprias limitações. Byung-Chul Han mostra que a sociedade disciplinar e repressora do século XX descrita por Michel Foucault perde espaço para uma nova forma de organização coercitiva: a violência neuronal. As pessoas se cobram cada vez mais para apresentar resultados - tornando elas mesmas vigilantes e carrascas de suas ações. Em uma época onde poderíamos trabalhar menos e ganhar mais, a ideologia da positividade opera uma inversão perversa: nos submetemos a trabalhar mais e a receber menos. Essa onda do "eu consigo" e do "yes, we can" tem gerado um aumento significativo de doenças como depressão, transtornos de personalidade, síndromes como hiperatividade e burnout. Este livro transcende o campo filosófico e pode ajudar educadores, psicólogos e gestores a entender os novos problemas do século XXI.

    Edições (8)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (10)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (2491)Ver mais
    Gustavo Romero picture
    Gustavo Romero09/11/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Perspicaz

    Para apresentar o livro por seu ponto mais forte, recorro à seguinte citação: "Problemática não é a concorrência entre os indivíduos, mas o fato de se tornarem a si mesmos como referência e se aguçar neles, assim, sua concorrência absoluta. O sujeito de desempenho concorre consigo mesmo e, sob uma coação destrutiva, se vê forçado a superar constantemente a si próprio. Essa autocoação, que se apresenta como liberdade, acaba sendo fatal para ele." (p. 99) Com essa tônica o peculiar Byung-Chul Han apresenta mais um de seus também inusitados trabalhos de filosofia. Inusitados pela forma de apresentação de seu problema: sempre brevíssima. Temos, nesse sentido, prós e contras: muitos conceitos que o autor coloca em curso ao longo do livro pegam desprevenidos leitores que não tem uma familiaridade mínima com dialética ou com conceitos de Nietzche e da psicanálise - o autor não perde nenhuma linha discutindo como ele se apropria dos conceitos e os apresenta já articulados. Em alguns momentos, inclusive, creio que Han exagera um pouco no movimento dialético considerando sua proposta de filosofia “enxuta”. Entretanto, os “contras” do livro são justamente o que o torna mais interessante. Desafiando o senso comum da filosofia moderna alemã, que se estende interminavelmente em ressifignicações, Han vai direto ao ponto e, fazendo isso, “assume a bronca” sozinho – em nenhum momento identifiquei qualquer tentativa do autor compartilhar sua responsabilidade ao flexionar algum conceito, tentando se “esconder” à sombra de outrem. Isso torna o livro muito autêntico, sendo as fragilidades do livro suas maiores forças; a dialética, por assim dizer, aplica-se à própria forma da obra. O texto que encerra o livro, transcrição de uma palestra do autor (p. 109-128), é essencial para desanuviar essas distorções formais e deixar clara a proposta de intervenção do autor. É aqui que passo ao mais importante, ao conteúdo do texto. Não há como negar a pertinência do argumento de Han. Mesmo que em alguns (poucos) momentos o autor se atrapalhe com a relação entre negatividade ou positividade e a alteridade (ossos da dialética), e ainda que tenha enrijecido um pouco a concepção de sociedade disciplinar de Foucault (que é um autor mais “instrumental” do que conceitual), ainda sim o principal foi preservado: a ideia de que não estamos presenciando a supressão do indivíduo, mas sim sua extrapolação em oposição à ideia de coletividade. A oposição, saliente-se, em termos dialéticos, não significa a negação de que vivemos em conjunto; pelo contrário, é justamente a presença extenuante da sociedade que torna possível a negação do outro, em forma de excesso de (auto) positividade. Han alimenta essa problemática por três canais distintos: um, a “base” do trabalho, que reforça a tese do último humano ou “super-humano” nietzchiano como “corpo saudável” e como executor do mero trabalho, que Han alicerça na oposição aristotélica da “vida” e “boa vida” (esse ponto é magistralmente exposto às p. 107-109, que encerra com a provocação: “[Os homine sacri] estão por demais vivos, para morrer, e por demais mortos, para viver”.) O segundo, o “mecanismo de movimento” do livro, que muitos até hoje acreditam ser incompatível com a leitura nietzschiana, é a releitura dos conceitos de mercadoria e mais-valia de Marx (intenção discreta e explicitamente apontada apenas na p. 116, mas que percorre todo o texto). Han aproveita o que há de melhor e descarta o que ainda “emperra” a literatura marxista: leva às últimas consequências a ideia de mercadorização, descartando qualquer possibilidade de que a sociedade das mercadorias possa levar, dialeticamente, à “utopia socialista” (leitura, convenhamos, um tanto datada), para isso reforçando o conceito de exploração via trabalho não apenas pela sua significação econômica, mas pelas suas consequências funestas sobre a psique humana. Aqui se encontra o terceiro e “dinâmico” canal do livro: as apropriações que o autor faz da psicanálise enfocando os processos de depressão e hiperatividade que repercutem no esgotamento da capacidade contemplativa humana. O problema da sociedade de desempenho está além das esferas econômica ou sociológica, cujas barreiras já foram há muito superadas pela violenta lógica de reprodutibilidade dos padrões de expropriação; o desempenho (não mais somente o “lucro do capital”) apresenta-se com tal autoridade que um antigo alerta sobre a barbárie iminente de nossa “civilização” nunca pareceu tão próxima. Deve-se lembrar que discussões de corte psícanílitco-nietzchiano tendem perigosamente à exagerada admiração pela “antiguidade” na figura da polis grega, se esquecendo que ela estava apoiada nas costas do trabalho escravo. Han, todavia, foi suficientemente prudente para salientar o aspecto da lentidão (o que nos remete à belíssima obra homônima de Milan Kundera) da contemplação como defesa à hiperatividade, esta que, incessantemente, assedia o espaço de auto-reflexão (atemporal por natureza) para ocupá-lo com o espaço de desempenho (que não é apenas temporal, mas dura e cronologicamente temporal). A sensação de tempo “livre” oculta a supressão do tempo “suspenso”, o “tempo da arte”, imputando-lhes a qualidade de “tempo perdido”. É nisso que Han insiste: o tempo “produtivo” é considerado preferível ao tempo “ocioso” nessa sociedade de desempenho. Quanto mais persevera essa ideia do tempo dito “perdido”, mais próximos estamos da derradeira conversão daquela que seria a capacidade que nos torna verdadeiramente “sencientes” em capacidade meramente produtiva – o já mencionado super-humano de Nietzche. Em suma, o advento da individualidade em associação ao desempenho representa a possibilidade antitética de supressão da própria individualidade; individualidade não no sentido raso de “unidade componente”, que é a própria síntese dialética da sociedade de desempenho (tão bem registrada pela imagem do “brick in the wall” do Pink Floyd, recentemente difamada pelo “esclarecido” eleitorado brasileiro), mas no sentido de singularidade e autenticidade, a tese dialética do que é, justamente, ser humano em sua mais pura forma. PS.: cheguei a este livro pelas referências da excelente peça teatral “Os insones”, dirigida pelo também excelente Kiko Marques (de “Sintia” e “Do cais ou a indiferença das embarcações”). Recomendo a leitura do livro junto à audiência da peça.

    265 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 12811
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Byung-Chul Han profile picture

    Byung-Chul Han

    Byung-Chul Han é um filósofo e ensaísta sul-coreano, professor da Universidade de Artes de Berlim. Ele estudou Filosofia na Universidade de Friburgo e Literatura Alemã e Teologia na Universidade de Munique. Em 1994, doutorou-se em Friburgo com uma tese sobre Martin Heidegger.

    81 Livros
    269 Seguidores

    Byung-Chul Han