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    Longe da Multidão (Obras Literárias Escolhidas #22)

    Thomas Hardy

    Editorial Presença
    2015
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9789722355940
    Português
    3.8
    12 avaliações
    Leram14Lendo1Querem130Relendo2Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados130Avaliaram12

    "Longe da Multidão" narra a história de Gabriel Oak e da sua grande paixão pela bela, independente e enigmática Bathsheba Everdene, que chegou a Weatherbury como herdeira de uma vasta propriedade rural. Mas a jovem é também pretendida pelo sedutor sargento Troy e pelo respeitável agricultor de meia-idade Boldwood. Ao mesmo tempo que os destinos destes três homens dependem da escolha de Bathsheba, ela descobre as terríveis consequências do seu coração inconstante.

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    sueli jansen alonso picture
    sueli jansen alonso08/09/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Mulheres Carentes, Escolhas Erradas.

    Eu assistia a um episódio de “C. B. Strike”, baseado na obra de Robert Galbraith, mais conhecida como J. K. Rowling, quando um dos personagens diz: “Cada autor possui uma voz”. Nada mais verdadeiro! Principalmente quando se é um leitor viciado, atento e que possui suas preferências literárias. Um leitor, como eu, que lê apenas livros em sua própria língua, sempre vai estar à mercê da qualidade do tradutor contratado por determinada editora. É sabido que o tradutor divide a autoria de uma obra. E, é justamente neste ponto que um livro pode ou não cativar o leitor mais exigente. Lembro-me de “Belíssima”, de Nora Roberts, que suscitou uma encrenca danada quando foi lançado. A tradução recebeu muitas críticas, e concordo que aquela edição está terrível. E, foi a mesma reversão de expectativa que aconteceu comigo quando comecei a ler a edição digital de “Longe Deste Insensato Mundo”, comprada em uma promoção da Amazon, por R$ 12,90. Veja bem leitor, quando iniciamos um livro clássico de um autor tão respeitado como Thomas Hardy nossa expectativa é alta. Eu esperava uma edição de grande beleza narrativa, que me emocionaria a cada página lida, até que fui tropeçando no texto confuso, com muitos erros de digitação e palavras “alienígenas” que sujavam o texto e o tornavam confuso. Como havia assistido ao filme e amado, eu desejava muito ler esse livro. Então, resolvi procurar outra edição, outra tradução, outra editora, mas só encontrei a edição portuguesa... Esperei a chegada com ansiedade, mas fui plenamente recompensada, pois mesmo com pequenos e raros erros, que em nada comprometem o texto, eu li, finalmente, um romance maravilhoso e imagino a altura do texto original de Hardy. “Longe da Multidão” é um romance recheado de menções, alusões, passagens e figuras bíblicas. Sempre com muita propriedade e coerência com a estrutura de cada personagem do próprio romance de Hardy. Bathsheba é uma jovem que conseguiu uma posição atípica na sociedade inglesa em uma época que a liberdade financeira das mulheres solteiras era vista com grande reserva. Além de bela, possuía aptidões para administrar sua herança com desenvoltura e arrebanhar corações por onde passasse. Há muitos e muitos anos eu li em um dos livros de Agatha Christie, se não me engano foi “O Misterioso Caso Styles”, o livro de estreia do meu adorado Hercule Poirot, que ao ser perguntado o motivo das mulheres, eventualmente, fazerem péssimas escolhas, responder que nós detestamos os homens monótonos. ;) Talvez, a frase não seja exatamente esta, mas este é o contexto. A memória é inversamente proporcional ao avanço da idade. :/ Bathsheba, como toda mulher, é vulnerável às belas palavras. Assim como os homens ficam indefesos diante da beleza. Mas, não podemos esquecer que Bathsheba, apesar de toda a sua vaidade e arrogância, é uma pessoa carente e fragilizada por anos de orfandade, solidão e preocupação com seu futuro, que ao encontrar alguém versado na arte da sedução, torna-se isca fácil. Gabriel Oaks, o sargento Troy e o lavrador de meia-idade Boldwood formam o núcleo central deste romance trágico, mas de leitura agradável e emocionante. Aproveite a descrição das paisagens e cenas rurais que são a cereja do bolo, afinal é um clássico romance inglês do final do século dezenove, que recomendo fortemente.

    19 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 12
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas8%
    Thomas Hardy profile picture

    Thomas Hardy

    Thomas Hardy passou a infância no campo. Começou sua vida profissional como arquiteto. Em 1862 mudou-se para Londres. Após publicar com êxito o seu primeiro romance, "Remédios Desesperados", em 1871, deixou de lado a arquitetura e passou a se dedicar integralmente à literatura. Seus romances "Tess of the Urbervilles" (1891) e "Judas, o Obscuro" (1895) são considerados clássicos da literatura, mas na época de sua publicação receberam duras críticas, por serem considerados pessimistas e tocarem no assunto da sexualidade. "Tess" foi levada ao cinema em 1979, num filme dirigido por Roman Polansky, com Nastassja Kinski no papel principal. O último romance de Thomas Hardy publicado em livro foi "A Bem-amada", em 1897 (que já havia saído, anteriormente, em fascículos). Ele também publicou contos e acabou trocando a ficção pela poesia. Lançou "Poemas de Wessex" (1888), "Poemas do Passado e do Presente" (1901) e "Palavras de Inverno" (1928), tornando-se também um dos grandes poetas ingleses. O tom coloquial e isento de retórica de sua obra poética, que versava sobre a velhice, o amor e a morte, influiu na reação anti-romântica. Hardy casou-se com Emma Lavinia Gifford em 1874. Após a morte da esposa, em 1912, casou-se com sua secretária Florence Dogdale, bem mais jovem do que ele. Thomas Hardy morreu aos 87 anos, em 1928.

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    Thomas Hardy