Revista Diário - Nº 10 - Amapá - Setembro/2015

    não informado

    Diário Comunicações
    2015
    84 páginas
    2h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Nesta edição: # Macapá em perigo - Fúria das águas # Mineração - O Amapá amarga triste sina desde a paralisação da ICOMI # Curiaú - Referência turística, ecológica e ambiental do Amapá # Presidiários - O Amapá é o terceiro estado com maior população carcerária do Brasil

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    R .22/11/2015Resenhou um livro
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    "Por que a mineração parou no Amapá?" - É a reportagem mais interessante, com abordagem de indagações comuns na sociedade amapaense quando se discute a potencialidade de recursos minerais. Pelo que entendi no teor geral, as reservas minerais são encontradas em volumes baixos (exceto o caulim no momento) e este é um dos primeiros entraves. Some-se a isso a disputa com outros mercados, que costumam ser mais baratos em paralelo ao produto amapaense, principalmente por conta da logística onerosa na rede de distribuição menos eficiente - aspecto referente à limitação da navegabilidade de cargueiros que aqui aportam (há navios em outros locais que transportam de uma vez o que 3 a 6 daqui transportam). Por essas e outras o texto menciona a "maldição da mineração" no estado, com esse paralelo de potencialidades e os mecanismos deficientes do aproveitamento. Se esses aspectos são tão relevantes, gostaria de entender melhor quais os critérios da escolha do porto de Santana para a exportação da soja vinda do Centro-Oeste? Gostaria de entender isso e colocar em paralelo com a descrição da edição. A revista tem várias seções de um caráter mais elitista. Tenho apego maior pelas coisas populares, mas acompanho tudo, e destas gostei de duas matérias sobre artistas locais: R. Peixe e Ronaldo Picanço. O primeiro consagrou-se como um dos maiores artistas amapaenses, pelo talento e militância pelas artes. O segundo tem um estilo sensacional de arte digital - acompanho-o no facebook e gosto principalmente dos temas urbanos e históricos. Essas reportagens ficariam melhor com mais imagens da obra dos artistas. "Peixinhos Voadores" traz uma biografia do idealizador desse projeto social, iniciado em 2002. O professor Mota é merecedor de tal reconhecimento e está entre os cidadãos ilustres do Estado. Na seção da literatura, a colunista me convenceu a conhecer o livro "A torre acima do véu", da autora paraense Roberta Spindler. O romance é uma ficção futurista sobre a sobrevivência da humanidade diante de uma catástrofe que irá expor seus reais valores (foi o que entendi). Falando de literatura, a revista destaca um livro da área ambiental, que não conhecia e tem meu interesse, sobre crimes ambientais. Dissertação de mestrado em direito ambiental que a autora Clarisse Alcântara converteu em livro. Que coisa! Não conhecia essa obra e não vi ainda em nenhum local para venda. Como é deficiente nossa rede de distribuição! E quanto desprestígio com nossas bibliotecas! "Curiaú, um paraíso descoberto por negros escravos" - Evidentemente sobre o Curiaú. Toda vez que vemos textos sobre essa região turística e de importância ambiental, tem alguma imagem dos búfalos pisoteando a ressaca. Esses rebanhos são positivos naquele lugar? Ainda não vi um texto da revista nessa questão, que até fez uma matéria importante sobre a a presença deles na região do Araguari e invasão e impacto na região do Lago Piratuba. Na reportagem sobre a orla e destruição provocada pelo rio Amazonas (matéria de capa), não entendi as medidas que deveriam ser adotadas. Fala apenas da força das águas, a necessidade de criação de um inventário (os pontos não foram bem esclarecidos em sua proposta) e a poluição acelerada pelos mal costume de cidadãos que a transformam em lixeira. Cara! Quanta lorota lá na entrevista política! Quem não te conhece que te compre! E na reportagem sobre a população carcerária, é levantado que o Amapá tem hoje a terceira no país. Que tapa na cara da politicagem e governo, em um estado ainda hoje com pouca densidade demográfica no país. Isso não reflete algo? Ainda nem chegamos a um milhão, mas a bandidagem tem crescido. A reportagem fala das péssimas condições da carceragem, propondo soluções tipo penas alternativas. Engraçado, que o lado do preso é focado e não há nada sobre melhorias para o setor policial e funcionários em geral da carceragem. Cada vez mais facilitação para a impunidade... Alguns pontos da revista, que pode ser lida em

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