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    Terra de Caruaru -

    José Condé

    Walmiré Dimeron Porto da Silva
    2011
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788565180009
    Português Brasileiro
    4
    42 avaliações
    Leram73Lendo5Querem90Relendo0Abandonos2Resenhas4
    Favoritos2Desejados90Avaliaram42

    'Terra de Caruaru' é um marco da literatura brasileira. Lançado em 1960, o romance com características próprias do regionalismo, retrata a Caruaru da década de 1920, com personagens, fatos e lugares inspirados nas memórias do autor. Romance vigoroso, retrata fielmente os personagens característicos da época, em especial a lenta decadência do mundo rural, a modernização e os conflitos entre esses dois mundos.

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    Lenivaldo da Silva Bezerra picture
    Lenivaldo da Silva Bezerra06/01/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Terra de Caruaru – Pra se apaixonar por Caruaru desde sempre.

    Acompanhar os passos da solteirona Eulina até a casa localizada na esquina da Rua Duque com a Rua da Matriz, numa Caruaru quente e marcada com tons de poeira é uma experiência que transporta o leitor a um cenário muito mais rico do que aquele proporcionado por qualquer fotografia em preto e branco num museu. Escrito por José Condé, homem que inseriu o nome de Caruaru na literatura nacional, Terra de Caruaru narra o processo evolutivo de uma cidade que se desenvolve em meio a plantações de algodão e palmas, que aos poucos se depara com desenvolvimento e novas ideias políticas. Por falar em política, é bem marcante a atuação do coronelismo, representados pelos personagens Ulisses e Ariosto Ribas, pai e filho. Não é preciso que o leitor conheça a cidade para que se encontre construindo cenários e se identificando com os personagens de Condé. Seja na Pastelaria do Norte (lugar onde concentra grandes rodas de conversa), seja nos ensaios pré-carnavalescos na Nova Euterpe ou da Comercial, sempre haverá alguém que nos apresentará algo em comum, tanto em nível social como cultural. Em suas 300 páginas, o autor preocupa-se em mostrar o desenvolvimento da cidade desde a ocupação e disputas territoriais com os índios cariris, até o fim de um regime ditatorial, representado pela queda de Ariosto Ribas. Na Obra, Condé não se atém em mostrar verdades históricas, mas de compor uma narrativa baseada no seu conhecimento como cidadão caruaruense, construindo personagens que não são reais, mas carregam fragmentos de personalidades de várias pessoas. Não é possível saber se personagens como Almeida, Dr. Taveira e Gonzaga de fato existiram, mas é de se imaginar que compartilhem de características em comum com os habitantes da velha Caruaru. Enfim, Terra de Caruaru é uma obra completa e digna de indicação. Nem final triste, nem final feliz. Final bom. Inveja, egoísmo, juventude revolucionária, insatisfação social, injustiça, vingança e um imenso amor por Caruaru são alguns dos sentimentos mais presentes neste livro, que segundo reza a lenda, foi escrito atendendo ao apelo de Jorge Amado, grande amigo de Condé. Tá afim de uma leitura prazerosa, com diálogos gostosos e uma reflexão da ação do tempo sobre as pessoas? Vista uma roupa leve e embarque neste trem, porque Terra de Caruaru vai te receber de braços abertos. Disponível em: http://lenivaldolendecker.wordpress.com/2012/12/23/terra-de-caruaru/

    5 curtidas

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    Avaliações

    4 / 42
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas29%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    José Condé profile picture

    José Condé

    José Ferreira Condé (1917-1971), conhecido por José Condé, nasceu na cidade de Caruaru, no agreste de Pernambuco, no dia 22 de outubro de 1917. Fez seus primeiros estudos em sua cidade natal. Foi para o Recife onde fez o exame de admissão para ingressar no Ginásio Pernambucano. Em 1930, após a morte de seu pai, muda-se para Petrópolis, no Rio de Janeiro, levado por seu irmão Elísio Condé. Matricula-se no internato do Colégio Plínio Leite. Funda o Grêmio Literário Alberto de Oliveira e dirige dois pequenos jornais – Pra Você e o Jaú, onde publica seu primeiro conto. Em 1934 muda-se para o Rio de Janeiro, para fazer o vestibular de Direito. Nessa época publica o poema “A Feira de Caruaru” na revista O Cruzeiro. Ingressa na Faculdade de Direito de Niterói. Começa a fazer contato com a moderna literatura nacional, escrevendo reportagens na imprensa. Em 1939, depois de formado tem uma série de empregos até que é nomeado para o Instituto dos Bancários, onde atingiu o cargo de procurador. Faz sua estreia na literatura com “Caminhos na Sombra” (1945), novelas sobre a gente humilde do agreste pernambucano. Em 1949 lança, com os irmãos João e Elísio, o Jornal de Letras. Em 1950 publica “Onda Selvagem”, um romance urbano, que recebeu o Prêmio Malheiro Dias no concurso da revista O Cruzeiro. Nesse mesmo ano ingressa no Correio Da Manhã, como redator literário, passando depois a diretor do suplemento literário. Em 1951 publica no Jornal da Letras “Histórias da Cidade Morta” – pequenas narrativas de conteúdo dramático, passadas na cidade de Santa Rita, representando as cidades brasileiras que tiveram sua decadência com a abolição da escravatura. A obra recebeu o Prêmio Fábio Prado, da União Brasileira de Escritores de São Paulo. Em 1956 escreve “Os Dias Antigos”, novelas onde retoma ao tema da abolição da escravatura. Recebe o Prêmio Paula Brito da Prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, essas obras foram reunidas sob o título geral de “Santa Rita”. A obra de José Condé retrata simultaneamente o regionalismo e o urbano, numa linha que caminha por diferentes estios: o dramático, o fantástico, o épico e o pitoresco. Seus melhores momentos são no regionalismo. Em 1960 publica “Terra de Caruaru”, Prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras. Na obra, o autor faz um levantamento histórico e sociológico de sua terra, mostrando o modo de vida da cidade, as histórias do cangaço, os problemas da política local, casos dramáticos e pitorescos, seus tipos humanos, com seus dramas de amor, de vingança e solidão. Em 1961 a obra foi editada em Portugal. O escritor publica ainda: “Vento do Amanhecer em Macambira” (1962), uma breve narrativa onde se fundem presente e passado, realidade e sonho. Prêmio Luiza Cláudio de Souza do PEN Clube, “Os Sete Pecados Capitais” (1964), “Noite Contra Noite” (1965), “Pensão Riso da Noite, Rua das Mágoas” (1966), “Como Uma Tarde de Dezembro” (1969), “Tempo Vida Solidão” (1971) e a coletânea de novelas “As Chuvas”, obra póstuma. José Condé faleceu no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, no dia 27 de setembro de 1971.

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    Pernambuco, Brasil

    José Condé