Não dá pra explanar muito sobre os cantos, sem por exemplo entregar um spoiler que ja esta todo enunciado desde o início do texto, o imenso poema/romance epico alegórico não perde tempo e diz por ambivalências, com recurso a pseudônimos que canta o mal/mau, cruel ate a insanidade. É a apresentação do personagem Maldoror (mal da aurora? Mal dor e horror). Essa incrível ficção prometeica de um discurso contra o humanismo e contra a moral e a religião monoteísta, procura através do choque continuo causar ou despertar intensas impressões e fascínio dos leitores, Maldoror narra sua sucessões de crimes contra a razão e contra o bem com a astúcia de um filósofo (e com a seriedade de um tbm), bem além disso o livro é um campo de experiência e experimentação, e isso os cantos tbm anunciam, não a o que falar do livro que o livro já não te diga, obviamente é bom ter ao alcance das mãos um estudo critico, aparato acadêmico para ajudar a afugentar as interpretações equivocadas e precipitadas sobre o livro de pessoas que não estão acostumadas a literatura ou que rasas e geralmente estúpidas não conseguem lêr um livro, mesmo os mais triviais, sem sair da superfície do texto trazendo os juizos dos censores.