Aventuras na História Nº 150 (Janeiro de 2016) - O incógnito mais poderoso da República

    não informado

    Abril
    2016
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    # O incógnito mais poderoso da república - Quem foi Pinheiro Machado, o implacável senador do Brasil, assassinado há 100 anos. # Tiro e Morte no Senado - Parlamento brasileiro já foi palco de assassinato # Viagem com História - Moscou, a grande sobrevivente # As 10 igrejas mais antigas do Brasil # África em imagens - o cotidiano do início do século XX registrado em cartões-postais

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    R .13/01/2016Resenhou um livro
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    Tiro e morte no Senado - Que história mais surpreendente, obviamente pelo lado negativo (pág. 40). Cada coisa que se passa no Senado. E muitas a gente nem imagina ou vai ficar sabendo. Entre os casos absurdos de conhecimento público está o duelo bang-bang entre os senadores Arnon de Mello e Silvestre Péricles, ambos de Alagoas, que acabou matando um terceiro, o acriano José Kairala, que tombou diante do "três-oitão" de Arnon de Mello, em 04/12/1963. Lembrando que esse senador é o pai daquele que viria a ser futuro presidente do Brasil, o Collor de Mello. Como já era de praxe, o político foi inocentado e gozou vida boa até o falecimento. Só jogo de interesses escusos nesse mundo de política... É o que vemos também na reportagem sobre o Pinheiro Machado (pág. 30), o mais influente senador nos primeiros anos da República. Colocou presidente no poder (Hermes da Fonseca) e tinha uma rivalidade histórica com Ruy Barbosa, em um paralelo entre um idealista moderno e um político conservador. Leia-se o "Águia de Haia" e o "Quero-quero dos pampas". Interesses também vistos no confronto de ideias entre o imperador Dom Pedro II e o advogado Luíz Gonzaga Pinto da Gama, explanado na obra "O advogado e o imperador - A História de um Herói Brasileiro" (de Gilberto de Abreu Sodré Carvalho). Uma das sugestões de livros que gostaria de ler (pág. 52). Engraçado que, em paralelo a sua fama de homem culto e idealista, o imperador era um bocado conservador e até racista, pela oposição ao abolicionismo e desejo de que a população brasileira se europeizasse e embranquecesse (citação do livro). Não to dizendo que esses homens no poder só enxergam a comodidade para eles. Oras! Vivendo na teta do trabalho de outros. A título de informação, Luíz G. P. da Gama foi um ex-excravo que lutou a favor da população negra abandonada após a abolição, buscando direitos igualitários na sociedade. Interesse escuso é também o tema da última página, onde vemos uma "ação assistencialista" do Al Capone, bancando o Robin Hood. Faça-se o bem, mas vai dizer que aquilo era pela visão humanitária. Papo furado como de político hipócrita. Sai daí Falsiane... Pior é quando vemos esses interesses na igreja ao longo da História. Em quem, teoricamente, deveria ser representante de Deus. Às vezes as manobras são por conveniência, nada demais ou errado. É o que aconteceu na primeira mudança do nome de papas. Se hoje é uma busca de inspiração em alguém notório como exemplo, a primeira vez que ocorreu foi por necessidade. Assim foi em 533 quando o papa de nome Mercúrio teve que mudar para João II. Não ficava bem a referência do pontífice a um deus pagão, né! Ainda mais naqueles tempos de cultos cotidianos a esse panteão. Descobri isso na Linha do Tempo de 02/01/533 (Pág. 10). Mas vemos também a igreja metida a interesseira e falsa em manobras. Acaba-se o vínculo com o caminho da verdade e tem acontecido ao longo da história de maneira interdenominacional, como no texto sobre a Abadia de Glastonbury, na Inglaterra (pág. 7), onde os padres propositalmente inventaram uma história sobre aquele lugar provocando maior visitação. Isso ainda existe tanto hoje. Quantas igrejas não assumem ter relíquias sacras. Eita, taça, banheira, sangue, cruz e muito mais. E outros que só faltam voltar à venda de indulgências como antigamente, vendendo, quem sabe, até terreno no céu. Onde está a verdade? Examinai as Escrituras, como disse Cristo em João 5:39. Outro interesse escuso associado a igreja está na tal "Noite de São Bartolomeu", retratada na obra mostrada na seção "Arte e História" (pág. 14). O massacre vitimou huguenotes (protestantes franceses) por católicos. Acredito que ambas as partes tem seus erros numa luta de interesses escusos, como acontece hoje. Estendendo então para outros que professam o nome de Deus em suas inspirações: Talibã, KKK, ISIS... De dar medo, mas eles tentam reverter os valores, como a pequena nota na pág. 7 (Medo de bruxa). Eu, hem! Viu a coluna "Histórias íntimas" (pag. 56) sobre a vida familiar cotidiana no século XIX. Era a peso de chibata e sem direitos para mulheres e crianças. Finalizando, bonitas aquelas imagens da África Ocidental no início do século XX (pág. 44). Tem uma beleza telúrica, algo romântico. E pensar que esse não foi o olhar de muitos que ali chegaram tirando uma de dono. Fim, senão já vou falar de mais interesses escusos...

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