David Levittan é sem duvidas um dos meus autores favoritos. Não só por conta da ótima escrita, e das excelentes narrativas, mas também pela originalidade nos temas. Todo Dia é um dos meus livros favoritos da vida, e A um dos personagens mais fascinantes que já li. Quando eu soube que havia um outro livro do mesmo universo pensei que seria uma continuação, já que a história terminou meio que em aberto, mas me surpreendi com a obra. Isso porque a história de Todo Dia é recontada em Outro Dia, mas dessa vez na visão de Rhiannon. Devo confessar que esse novo livro não me fascinou tanto quanto o primeiro, já que A é muito mais interessante que Rhiannon, mas ainda assim foi gostoso reler alguns momentos e entender o que se passava com a garota quando o menino estava em outro corpo. Foi incrível ver que alguns dos personagens ainda estavam na minha mente, mesmo depois de tanto tempo da leitura. Esse é um livro de leitura fácil e fluida, que pesa em alguns clichês, mas ainda assim é gostoso de ler. A relação de Rhiannon e Justin é muito mais complicada do que eu imaginava, e a amizade dela com seu grupo é muito mais forte do que ela passava na primeira versão dessa história. Achei a garota um pouco sem sal na verdade, parece que ela está na vida só pra ser levada pela onda. Tudo acontece ao redor dela e ela só segue o ritmo. Encontrar com A talvez tenha dado um sacode, mas ainda assim ela continuou no papel de vítima. Senti falta de alguns personagens que A habitou, mas como era a Rhiannon que contava a história, era compreensível que eles não aparecessem. Afinal de contas, ela não conheceu todas as pessoas. Termino esse livro, indicando a todos, mas ainda amando mais a narrativa do primeiro.