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    Excalïbur (As Crônicas de Arthur) - As Crônicas de Artur - Volume 3

    Bernard Cornwell

    Record
    2014
    758 páginas
    1d 1h 16m
    ISBN-13: 9788501052896
    Português Brasileiro
    4.7
    10081 avaliações
    Leram16228Lendo285Querem10687Relendo13Abandonos68Resenhas523
    Favoritos5Desejados10687Avaliaram10081

    Neste terceiro volume da série, iniciada com O rei do inverno e O inimigo de Deus, o escritor imerge o leitor em uma Britânia cercada pela escuridão. E apresenta os últimos esforços de Artur pra combater os saxões e triunfar sobre um casamento e sonhos desfeitos. Excalibur mostra, ainda, o desespero de Merlin, o maior de todos os druidas, ao perceber a deserção dos antigos deuses bretões. Sem seu poder, Merlin acha impossível combater os cristãos, mais perigosos para a velha ilha do que uma horda de famintos guerreiros saxões. O livro traz vívidas descrições de lutas de espada e estratégias de guerra, misturadas com descrições da vida comum naqueles dias: longas barbas servindo como guardanapos, festivais pagãos, com sacrifícios de animais, e pragas corriqueiras, como piolhos. Tendo por narrador um saxão criado entre os bretões, Derfel, braço direito de Artur, Excalibur acompanha os conflitos internos de Artur, recém-separado da esposa, mas ainda apaixonado por sua rainha. Atacado por velhos inimigos, perseguido por novos perigos. Mas sempre empunhando a espada Excalibur, um dos objetos de poder legados aos homens pelos antigos deuses dos druidas. Cornwell mostra, ainda, como as ameaças vindas de todos os lados acabam fazendo com que Artur se volte para a religião, chegando a batizar-se como cristão. Todos os sacrifícios são válidos para salvar sua adorada Britânia.

    Edições (6)

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    Resenhas (523)Ver mais
    Gustavo Rodrigues picture
    Gustavo Rodrigues22/02/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Excalibur é o melhor livro da trilogia, sem dúvidas. Pra quem tá acompanhando, sabe que dei 5 estrelas e favoritei os dois anteriores, então isso já mostra como esse livro é ABSURDAMENTE bom! Por ser o último livro de uma trilogia que já vinha melhorando, claro que eu esperava um excelente livro, mas confesso que me surpreendi positivamente. Aqui a história de Artur é finalizada de forma sublime, impecável, irretocável. Aqui o leitor não tem um segundo de paz, porque em todo capítulo tem alguma reviravolta importante que tem o poder de mudar o rumo da história. Porém, nem de longe essas reviravoltas são jogadas de qualquer forma só pra surpreender quem tá lendo. Tudo faz sentido e encaixa com o desenrolar da história desde o primeiro livro. Não tem ponto sem nó, nada jogado sem explicação, tudo tem uma base. A trilogia toda tem tramas políticas, guerras e religiões que disputam o poder, e em Excalibur não é diferente, mas aqui tem o melhor equilíbrio entre todos (por mais que soe, não é uma critica aos anteriores, já que eles tiverem ritmos excelentes pra o andar da história). Incrivel perceber como o Bernard criou tantos personagens que tem fome de poder e são capazes de tudo pra conseguir. De rei a bispo, todo mundo quer ocupar o trono, ou pelo menos ser aliado de quem o ocupa. Esperei até o último livro pra falar da construção dos personagens pra não ser precipitado ou me arrepender depois, mas agora posso falar com propriedade que ela é muito bem feita. Não há como não se apegar aos personagens e torcer por eles. E falando dos vilões, são asquerosos e repulsivos ao ponto de você vibrar com suas derrota/mortes. Dentre todos os personagens, obviamente Artur tem o protagonismo, mas é impossível não falar mais sobre Derfel. Talvez um dos melhores personagens que já vi, representando um ser humano ímpar. Derfel não seria nada sem Artur, mas acho que o contrário também é válido. Artur dependia muito de Derfel. Elogiar a escrita do Bernard é chover no molhado, mas não posso deixar de exaltar a excelência dele nesse quesito, principalmente na descrição das batalhas. É muito prazeroso ler sobre um combate com 3, 4 ou 5 exércitos, mais de 1000 homens, cavalos, feiticeiros, mulheres, crianças, cachorros, e mesmo assim conseguir entender e visualizar tudo de forma muito clara. E pra dificultar mais, tudo isso acontece em áreas geograficamente extensas, mas em nenhum momento o leitor pode ousar dizer que se sente perdido ou desnorteado quanto ao que tá acontecendo. Eu só tenho elogios, tanto ao livro quanto a trilogia. Pegar registros históricos bem distintos entre si, pesquisar tudo minunciosamente e disso tudo tirar uma história tão rica como essa não é pra qualquer um. Se Artur foi metade do homem que Bernard retratou, ele já foi gigante.

    143 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.7 / 10081
    • 5 estrelas71%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas5%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Bernard Cornwell profile picture

    Bernard Cornwell

    Bernard Cornwell nasceu em Londres em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai era um aviador canadense e sua mãe trabalhava como auxiliar da Força Aérea Britânica. Ele foi adotado por uma família em Essex, Inglaterra, que pertencia à seita religiosa chamada Peculiar People (Pessoas Peculiares, e, segundo o escritor, eram mesmo). Ele fugiu para a Universidade de Londres, incluindo em seu nome o sobrenome de sua mãe, Cornwell. Depois de uma ponta como professor, foi para a rede de televisão BBC, onde trabalhou por 10 anos. Começou como um pesquisador no programa Nationwide e terminou como Chefe de Assuntos Televisivos Atuais da BBC na Irlanda do Norte. Foi enquanto trabalhava na cidade irlandesa de Belfast que ele conheceu Judy, uma americana que estava visitando o país, e por quem se apaixonou. Judy não podia se mudar para a Inglaterra por questões familiares, então Bernard foi para os Estados Unidos onde lhe foi recusado o Green Card. Ele decidiu ganhar a vida como escritor, ofício que não necessitava de permissão do governo dos EUA. Bernard e Judy se casaram em 1980, permanecem casados e vivendo nos Estados Unidos.

    361 Livros
    4.168 Seguidores
    Londres, Inglaterra

    Bernard Cornwell