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    Sinhazinha (Coleção Prestígio) -

    Afrânio Peixoto

    Ediouro / Tecnoprint S. A.
    1929
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.3
    32 avaliações
    Leram51Lendo7Querem43Relendo0Abandonos3Resenhas5
    Favoritos2Desejados43Avaliaram32

    Da autoria de Afrânio Peixoto, o romance Sinhazinha foi publicado em 1929 e retrata a vida no sertão baiano de Caetité onde, no século XIX, se desenrolou uma terrível luta que envolveu os familiares do poeta Castro Alves e as famílias Moura e Pinheiro-Cangaçu. A bela e jovem Pórcia de Castro, tia do poeta e filha do Major Silva Castro, herói da Guerra da Independência da Bahia, hospedou-se, com a sua família, em casa da família de Leolino que vivia no povoado do Bom Jesus dos Meiras (actual Brumado). Embora fosse casado, Leolino apaixona-se por ela e decide abandonar tudo e raptá-la. É este rapto que está na origem da luta atrás referida e que se arrastou durante anos vindo, mais tarde, a servir de tema para diversos livros.

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    Carla Silva picture
    Carla Silva12/06/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sertão, Vingança, Amor Impossível... e a Ação das Mulheres

    A feitura delicada de Afrânio Peixoto para as figuras femininas eu já conhecia de "Maria Bonita". Li críticos desfazendo dos seus perfis de mulher, mas eram críticos homens, e eu sou mulher - então, sim, acho que são perfis bem realizados no esforço do autor de combinar coragem moral com recato e reserva, as características exigidas das mulheres de respeito da época em que foi escrito o romance - 1929. Mas, há também essa coragem - em Maria Bonita, em Sinhazinha (a jovem Clemência), em D. Emília - uma coragem que lhes mostra, mais rápido do que aos homens, onde está a justiça e onde começa o desvario. Sendo mulheres, numa sociedade patriarcal, há de ser preciso mais do que doçura e mansidão para fazer o que é certo; há de existir um pouco de audácia também, misturada à coragem. Uma audácia sutil, de mulher... Ao fim, para que a vingança não triunfe, nem tampouco o caminho para o ódio, as mulheres decidirão o que é certo; com astúcia, nesse ambiente de violências. Disfarçadamente. Porque se trata de um mundo de homens. Afrânio Peixoto conseguiu contar sua história de amor - aliás, entremeada de outras, narradas aqui e ali por outros personagens, histórias dentro da história - combinando ternura e paixão física. A ternura, que D.H. Lawrence nunca conseguiu mesclar na sua valorização da paixão física; e esta, aqui, no romance de Peixoto, como um valor positivo que nada mais é do que o coroamento do amor verdadeiro. Um bom romance para ser lido no dia dos namorados.

    9 curtidas

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    Avaliações

    3.3 / 32
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas44%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas3%
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    Júlio Afrânio Peixoto

    Filho de Francisco Afrânio Peixoto e Virgínia de Morais Peixoto. Passou sua infância no interior da Bahia, na cidade de Canavieiras (onde há uma biblioteca e rua com seu nome), vivenciando situações e paisagens que influenciariam muitos dos seus romances. Iniciou na literatura no ano de 1900 com a publicação do drama Rosa mística. Drama em cinco atos, impresso em Leipzig, com uma cor para cada ato. Entre 1904 e 1906 esteve em vários países da Europa, a fim de adquirir novos conhecimentos. Como escritor, Peixoto é lembrado em livros de história da literatura como um 'escritor menor', um 'epígono' (um banalizador de uma corrente literária).

    19 Livros
    1 Seguidor
    Bahia, Brasil

    Júlio Afrânio Peixoto