Cranford & Other Stories -

    Elizabeth Gaskell

    Wordsworth Classics
    2006
    543 páginas
    18h 6m
    ISBN-13: 9781840224511

    The sheer variety and accomplishment of Elizabeth Gaskell's shorter fiction is amazing. This new volume contains six of her finest stories that have been selected specifically to demonstrate this, and to trace the development of her art. As diverse in setting as in subject matter, these tales move from the gentle comedy of life in a small English country town in Dr Harrison's Confessions, to atmospheric horror in far north-west Wales with The Doom of the Griffiths. The story of Cousin Phillis, her masterly tale of love and loss, is a subtle, complex and perceptive analysis of changes in English national life during an industrial age, while the gripping Lois the Witch recreates the terrors of the Salem witchcraft trials in seventeenth-century New England, as Gaskell shrewdly shows the numerous roots of this furious outbreak of delusion. Whimsically modified fairy tales are set in a French chateau, while an engaging love story poetically evokes peasant life in wine-growing Germany.

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    Luciana Darce23/08/2011Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Peguei esse livro emprestado com a Lu Campelo (por sinal, obrigada, Lu!) com, sei lá porque cargas d’água, a firme convicção de que o leria em inglês. Já até tinha visto que a Raquel de Queiroz traduzira muitos anos atrás a Gaskell, mas essa lembrança não me veio à mente nem de longe a princípio. Foi assim que quase caí da cadeira ao abrir a capa e descobrir que estava em português. E um português delicioso, cheio de palavras de expressões de ‘antanho’, conferindo ao texto muita personalidade. Claro que isso não adiantaria de nada se o texto da Gaskell, em si, não fosse também tão gostoso. E ele é, embora a princípio eu tenha estranhado um pouco... Meu problema foi que meus primeiros contatos com a obra dessa autora se deram através das adaptações para a TV feitas pela BBC, séries essas que receberam um tratamento análogo às inspiradas em Austen, de tal forma que fiquei com a impressão de que Elizabeth Gaskell fazia o mesmo estilo que Jane Austen. Eu estava, claro, completamente errada, e foi por isso que no início do livro fiquei sem saber se estava ou não gostando – tendo esperado o estilo mais seco, menos descritivo e bem mais sutil de Austen, a riqueza de detalhes e o tom por vezes terno por vezes rasgadamente cômico da Gaskell me confundiram. Aí respirei fundo, esvaziei a cabeça do que eu acreditara antes saber e recomecei a ler. Não sei ainda se a autora mantém o mesmo estilo em todos os seus livros (Norte e Sul me olha ali da estante e ele será o próximo a ser devorado), mas ao menos em Cranford, fiquei perdidamente apaixonada pela rica tapeçaria de personagens que ela borda num romance quase que absolutamente sem nenhum romance. Cranford é um pequeno vilarejo completamente dominado por mulheres – e são essas mulheres e suas vidas prosaicas e tranqüilas que são o centro da história. Não existem heróis nem mocinhas, mas senhoras simples, divertidas em suas visões por vezes ultrapassadas da sociedade e que nos cativam intensamente com seus pequenos problemas, suas pequenas manias, seus pequenos gestos de bondade. É, enfim, um romance de miudezas, auto-centrado e auto-suficiente, quase anedótico em muitas partes – como o episódio da renda que o gato comeu ( e as peripécias para faze-lo ‘descomer’ de tal forma que a renda pudesse ser posteriormente usada e ‘você nem diz que ela já passou pelo estômago de um gato!’) ou da vaca usando pijamas – e em outras melancolicamente delicado – como o triste caso de amor do Mr. Holbrook e Miss Matty ou a história do ‘pobre Peter’. O livro é composto de capítulos curtos, que em geral parecem episódios soltos dessas senhoras de Cranford, podendo ser lidos até fora de ordem, como contos independentes. Todo narrado em primeira pessoa (e é apenas uma vez, já quase no final do livro, que descobrimos o nome dessa narradora), ele cria um senso de intimidade, de cumplicidade com o leitor que é também, por si, bastante interessante. A série que citei no início mistura ao texto original desse livro outros contos da autora que continuam a visitar o querido vilarejo – e creio que essa amálgama tenha feito a série ganhar bastante em termos de ritmo e drama. Judi Dench está absolutamente sensacional como Miss Matty e – nunca pensei que diria isso dela, uma vez que estou acostumada em vê-la em papéis bem fortes – te dá uma vontade enorme de abraçá-la e pedir para sentar no colo. (resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)

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