Cartas Portuguesas (Livros de Bolso / Série Grandes Obras #90) -

    Sóror Mariana Alcoforado, Gabriel de Guilleragues

    [Mem Martins] Publicações Europa-América
    1974
    124 páginas
    4h 8m
    ISBN-13: 9789721003453
    Português

    Conhecidas desde o século XVII, as ´Cartas Portuguesas´ são um dos exemplos mais ardentes de amor desesperado da literatura internacional. Escritas pela freira Mariana Alcoforado, estas cartas tornaram-se célebres através dos tempos, tendo sido objeto de apaixonante polêmica e de comentários de autores como Stendhal, Rousseau, Rilke etc. O destinatário destas cartas teria sido o oficial francês em serviço em Portugal, Sr. Cavalheiro De Chamilly, segundo Saint-Simon homem de posses e estabelecido em Paris com mulher e filhos. Muito mais que um documento de uma época de romantismo exacerbado, estas cartas passaram à posteridade como uma obra-prima da literatura universal. A solidão a ansiedade e a entrega sem exigências, total e absoluta, justificam e consagram o amor de Mariana como um símbolo do amor total. ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/As_Cartas_Portuguesas https://pt.wikipedia.org/wiki/Mariana_Alcoforado https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/

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    Ana Sá17/08/2022Resenhou um livro
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    Quem nunca...

    Uma freira portuguesa do século XVII escreve cartas de amor (ou melhor, de sofrimento amoroso) para um soldado francês. Traduzindo pro século XXI, podemos dizer que a narradora (suposta autora) já tinha o "não" do boy lixo, mas decidiu ir atrás da humilhação. É verdade que, apesar de bonitas e interessantes, as cartas podem cansar um pouco pela repetição e dramaticidade (justificáveis pelo contexto da obra), entretanto, a quinta e última correspondência coloca, a meu ver, a cereja no topo de um livro que, pela premissa, já merecia a leitura. Se temos em mente o século em que foram escritas, passa a ser preciso reconhecer a complexidade, sobretudo psicológica, com que é apresentada uma mulher que, a princípio, poderia ser mais uma apaixonada sem causa. Eu ri em alguns momentos do quanto uma pessoa rejeitada pode cair no ridículo. Já em outras passagens, senti pulsar forte a minha empatia por essa mulher abandonada. No final, fica a reflexão: Num passado distante ou num passado recente, quem nunca passou uma vergonha dessas no débito ou no crédito, não é?

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