62 Modelo para armar -

    Julio Cortázar

    Civilização Brasileira
    2016
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8520005551
    Português Brasileiro

    O desdobramento do capítulo 62 de O jogo da amarelinha, com novo projeto gráfico. Em 62 Modelo para armar, os cronópios têm acesso ao livro imaginado pelo personagem Morelli no capítulo 62 de O jogo da amarelinha. Publicado em 1968, cinco anos depois do seu livro mais famoso, 62 traz experimentações radicais com a linguagem, que deixaram desconcertada a crítica da época. Seguindo a ideia de seu personagem, o autor se lança a um jogo de escrita em que tudo é como uma inquietação, uma falta de sossego, um desarranjo contínuo. O romance O jogo da amarelinha revolucionou a literatura mundial e se tornou referência para a narrativa contemporânea.

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    Skooblover15/04/2013Resenhou um livro
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    62 Modelo para Armar e Compreender

    O movimento da narrativa de 62 Modelo para Armar, só faz sentido a partir do momento em que o leitor efetivamente entrar no desenrolar do texto como “meio aberto”, no qual a linguagem é a viga mestra da complexa relação entre o real e a ficção. Se pensarmos na literatura como arte e no texto literário como especificidade artística, também o perceberemos como um jogo enquanto linguagem em movimento. Portanto, o texto de Cortázar se apóia num tripé: linguagem, jogo e sentido. 62 Modelo para Armar, possui uma narrativa fragmentada e ao mesmo tempo tem em cada uma delas, pontos que a remete a uma narrativa anterior, fazendo com que o leitor oscile entre o simbólico, as relações de ruptura e entrelaçamento, construção e desconstrução, tendo a linguagem como jogo. As ações dos personagens se alterna entre a realidade e a ficção e vice-versa. Teríamos então, uma dicotomia representada pela realidade enquanto trabalho artístico e a realidade imaginada pelos personagens. A própria “desordem” da narrativa exige que o leitor saia da posição de leitor que meramente contempla o texto, e integre o texto no seu movimento enquanto jogo. E é essa mesma desordem com seus modos de leituras distintos, que abre o caminho para armar, compreender e participar do enredo, ou seja, jogar o jogo do texto. Mais uma obra genial desse genial escritor. Recomendadíssimo!

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