Quando eu comecei a leitura, o livro já me prendeu de tão bom que foi.
No início, autora nos apresenta o ambiente e o que está acontecendo nele, a Política Vermelha, onde são os homens que mandam. Nesse lugar que se chama Baingani, as mulheres são tratadas como produtos, elas são até vendidas, e esses homens que acabam se tornando os "donos" delas, podem fazer o que quiserem com essas mulheres, torturar, vender, e até mesmo matar. Isso me lembrou bastante "O Conto da Aia", onde as mulheres também não tem voz.
Com esse início, eu já imaginava que seria uma leitura bem difícil e muito boa também, eu gosto bastante de distopia, então seria uma ótima leitura, mas eu estava enganada.
No decorrer da história, eu não sei se a autora acabou se perdendo ou se foi algo proposital, a história que antes era distopia acabou sendo focada no romance, e isso acabou me decepcionando, porque a premissa do livro era muito boa, se a autora tivesse seguido o que foi proposto no início, com certeza essa seria uma história incrível, mas infelizmente não foi o que aconteceu.
Mas eu ainda tinha algumas esperanças que o final valeria a pena, mas infelizmente me decepcionou mais ainda. Pra mim, o que parece que aconteceu foi que a autora tinha uma premissa muito boa para escrever o livro, mas provavelmente ela acabou não conseguindo desenvolver o que ela tinha em mente, porque no final eu fiquei ?????, a história estava acontecendo e do nada acontece uma coisa e o livro acaba.
Algumas citações do livro:
"Leya ainda acreditava na liberdade da mulher, e sabia que aquela estátua tinha seus segredos sobre isso."
"Leya percebeu que vivia numa era em que sorrir era expressamente proibido."
"As mesmas mulheres, que deram a vida por eles, eram tratadas como ninguém."
"Você faz o que quiser, com a mulher que quiser, e quando quiser."
"Seu sorriso é a coisa mais linda que eu já vi."
"Vai ser preciso muito mais que umas chicotadas para me matar."
"O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, mas por aquelas que permitem a maldade."
"Não se pode aprender nada de uma lição que não venha acompanhada da dor, já que não se pode conseguir nada sem um sacrifício."
"Seja um pai melhor do que eu fui."