Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições4
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas98
    • Leitores3685
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Lisbela e o Prisioneiro -

    Osman Lins

    Planeta
    2015
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-13: 9788542205145
    Português Brasileiro
    3.7
    1169 avaliações
    Leram2087Lendo106Querem1466Relendo2Abandonos24Resenhas98
    Favoritos12Desejados1466Avaliaram1169

    Original de 1964, o livro que inspirou o filme de Guel Arraes é uma comédia com referências nordestinas. A fidelidade de Osman Lins à busca de uma expressão própria na ficção, decorrente de uma recusa à cômoda retomada do já conquistado e de uma fé inabalável no poder criador da palavra, foi reconhecida e admirada pela crítica brasileira e estrangeira, com raras exceções. No entanto, ele é um autor ainda pouco difundido. Por isso é oportuna esta publicação de Lisbela e o Prisioneiro. Esta obra permite ao público entrar em contato com o texto, no registro dramático, de um autor meticuloso no uso da palavra e na arquitetura da peça. Lisbela e o Prisioneiro foi sua primeira peça a ser encenada com sucesso. E com certeza, é a que até hoje teve mais alcance de público. Se muito da fama de uma peça deve ser creditado ao trabalho de direção, ao desempenho dos atores, à cenografia, ao figurino, à iluminação, ao som; outro tanto pelo menos também deve ser atribuído ao texto do dramaturgo.

    Edições (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (98)Ver mais
    Régis Maz picture
    Régis Maz10/05/2026Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Encantamento do Filme, a Lucidez da Peça

    Eu li Lisbela e o Prisioneiro em um único fôlego. E o pensamento que me ocorreu no final foi: que peça irônica e completamente sedutora! Lins foi capaz de conduzir uma narrativa tão questionadora, envolvente e lúcida que conseguiu a façanha de me fazer descobrir que adoro essa história em todas as suas versões. A peça supera um pouco a adaptação cinematográfica, em minha opinião, é claro, até porque as duas partem de intenções muito diferentes. O filme aposta no encantamento, no humor leve e no romance idealizado; já o texto de Osman Lins me pareceu ter sido construído em cima de uma espécie de ironia pura, que guia e questiona a narrativa ao mesmo tempo. O que antes eu conhecia pelo filme como uma história leve, na peça me pareceu quase um jogo intelectual, que deixa evidentes as engrenagens e os exageros intencionais dos papéis encenados. E isso naturalmente tornou o livro mais rico e um pouco menos ingênuo emocionalmente do que o filme, para mim. A meu ver, a adaptação abraça a ingenuidade: Guel Arraes quer que a gente se apaixone, torça pelo romance e se encante, mesmo quando percebemos que tudo aquilo é muito fantasioso, enquanto Lins tenta nos mostrar como a história foi construída. Eu tenho uma longa relação com a adaptação; assisti a ela inúmeras vezes. Assim como aconteceu com O Auto da Compadecida, decorei as falas e consigo citar cena por cena. Acho que isso possibilitou que eu conseguisse fazer essa distinção entre o contraste do encantamento que o filme traz e a lucidez irônica do texto original. Dito isso, estou fascinada em conhecer a obra que deu origem a um dos filmes brasileiros que eu mais amo assistir, principalmente quando busco revisitar um romance imperfeito, que me provoca ótimas risadas e que está cheio de personagens carismáticos.

    97 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 1169
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas32%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas2%