Fahrenheit 451 (Coleção Folha Grandes Nomes da Literatura #23) -

    Ray Bradbury

    Folha de S. Paulo
    2016
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788579492921
    Português Brasileiro

    Queimar livros foi um recurso usado em tempos sombrios, como o da Santa Inquisição e o do nazismo, para eliminar ideias resistentes à crença sanitária no pensamento único. No mundo futuro concebido por Ray Bradbury (1920-2012) em Fahrenheit 451, ler tornou-se um ato subversivo e os que insistem em ter pequenas bibliotecas às escondidas podem virar cinzas junto com seus volumes. O devaneio, a poesia, a filosofia e a ficção foram extintos porque não se admite perder tempo com algo que, em vez de puro entretenimento, ofereça inquietação e angústia. Como toda ficção científica, essa distopia publicada em 1953 emite os sinais negativos da época em que foi escrita. Mas, se a redução das ideias ao binarismo, o desprezo ao intelectual, o fluxo de informações num nível inassimilável e a suspeita de qualquer sinal de melancolia já eram considerados fatores de risco em meados do século passado, nossa civilização anestésica fez do futurismo de Bradbury um gênero bem mais próximo do realismo. Cássio Starling Carlos Crítico da Folha

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    Gustavo Rodrigues picture
    Gustavo Rodrigues29/11/2020Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Queria ter gostado, mas...

    Esse é o segundo livro que leio da famosa "tríade distópica" formada por: 1984, Fahrenheit 451 e Admirável Mundo Novo. Quando li 1984 gostei demais, dei 5 estrelas com facilidade e esperava muito que o próximo livro da tríade seguisse o mesmo caminho, mas não foi o que aconteceu. Não curti. Achei a narrativa bem lenta, sem nada interessante que realmente me prendesse a história. Também não simpatizei com os personagens, mas admito que a premissa do livro é, de fato, muito boa, porém não me identifiquei com a forma que ela foi desenvolvida. Sim, tem uma crítica a alienação que muitos vivem, sempre em frente aos seus televisores e tudo mais, porém não vi nada muito impactante. Um fato que me incomodou MUITO foi eu ter lido o prefácio e, sem saber, perceber que lá consta o final do personagem principal do livro. Então iniciei a leitura já sabendo o destino do Montag. Enfim, eu não sou nada comparado a essa obra e a importância que ela tem pra inúmeras pessoas, então não me sinto muito bem em criticá-la. Recomendo sim a leitura, mesmo não tendo curtido, porque a experiência que um livro traz é única pra cada leitor. Eu não gostei, mas muita gente dá 5 estrelas e favorita. Leitura não é unânime, e se fosse não teria graça.

    1296 curtidas

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    4.1 / 61190
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas40%
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    • 1 estrelas1%