A forma como esse livro exala masculinidade, ego frágil e objetificação da mulher é no mínimo revoltante, porém completamente esperado, na verdade eu esperava até que fosse pior em alguns aspectos e, por isso, o livro conseguiu me surpreender.
Como mulher, pra mim é muito irritante ver as mulheres serem usadas como prêmio de guerra, como moeda de troca e, principalmente, motivo de uma guerra, e essa última é certamente a mais estranha, pois no final nada se trata da mulher em si e sim sobre a honra do homem que a possuía.
Pois inicialmente dá-se a entender que a história é sobre Paris ter raptado Helena e Menelau (marido de Helena )ter declarado guerra à Tróia para ter ela de volta. Olhando superficialmente parece que tudo é culpa da Helena, mas prestando bem atenção dá para ver que não é bem assim, pois Paris só raptou ela pq ela era o prêmio dele por ele ter declarado Afrodite como a mais bela de todas e Menelau, que é um rei, só a queria de volta pois sua honra foi ferida por ela ter ido embora com outro homem, e pq ela era uma esposa troféu de quem todos tinham inveja ( pelo menos não me lembro de ter sido mencionado que ele foi atrás dela pq a amava).
Todos os personagens masculinos me irritaram, pois todos agiam como crianças mimadas que não queriam largar o brinquedo e que fazem birra por tudo, principalmente o Paris, os únicos mais toleráveis eram o Heitor e o Ulisses.
E sobre os deuses eu achei tudo muito confuso, não entendi direito sobre os sinais e as oferendas ou como os deuses mudam de lado e interferem o tempo todo, isso acabou me deixando curiosa sobre como isso funciona, mas até eu entender isso vai ser só confuso. E o que eu acabei gostando sobre os deuses é como eles agem como os humanos, pois eu esperava que eles fossem sábios e só tomassem atitudes justas, mas não é bem assim.
E no final de tudo eu não entendi se o Menelau conseguiu levar Helena de volta ou se ela foi morta junto com todos os troianos.