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    A Princesa de Clèves -

    Madame de La Fayette

    edusp
    2010
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788531412493
    Português Brasileiro
    3.6
    191 avaliações
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    Marie-Madeleine Pioche de Verge, ou, como ficou conhecida pela posterioridade, Madame de La Fayette, é uma daquelas figuras femininas do século XVII francês cujo brilho e refinamento espirituais eram bastante conhecidos pelo círculo privado de letrados e deambular pelos salões, espaço privilegiado de elegantes e sapientes conversações. Embora Marie-Madeleine não assinasse seus texto, é certamente um dos grandes autores romanescos da literatura francesa e mundial, tendo publicado um romance, Zaïde, algumas novelas, como A princesa de Montpensier, A condessa de Tende e alguns Retratos. Mas é com A Princesa de Clèves, que integra o gênero "pequeno romance", é texto sobre a paixão amorosa, romance que a crítica considera incontornável para a compreensão da modernidade da escrita literária.

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    Luciana Darce01/07/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Diz a sabedoria popular que “segredo entre três, só matando dois”. Aplicar essa máxima ao clássico romance de Madame de La Fayette, não creio que sobrem personagens, até porque os próprios donos do segredo teriam de cometer suicídio para não ter comichões de se confessar com ninguém. Intrigas e fofocas são a base do enredo e todo mundo está mais que interessado nos mexericos da corte. Considerando tal fato, é meio hilário que Sarkozy tenha eleito o romance como um de seus inimigos particulares à época que foi presidente. Publicado anonimamente em 1678, A Princesa de Clèves é um meio termo entre as baladas de amor cortês medieval e o romance realista psicológico, algo como Tristão e Isolda numa versão proto-machadiana. Na corte francesa de Henrique II, a beleza e virtude da jovem senhorita de Chartres acende intensas paixões por onde passa. Velhas rivalidades na corte envolvendo parentes seus, contudo, parecem impedi-la de fazer um casamento realmente vantajoso… até o Príncipe de Clèves perder o pai e assim ficar desimpedido de ordens contrárias. O príncipe ama a jovem desesperadamente, ao passo que ela lhe tem apenas respeito e um afeto confortável. Tudo iria razoavelmente não fosse pelo retorno do valoroso Duque de Nemours à corte, que, à primeira vista, desenvolve uma paixão obsessiva pela agora princesa… sendo por ela correspondido. Tal paixão, contudo, nunca é consumada diante do dever que ela entende ter para com seu marido - ao ponto de ela preferir confessar ao príncipe sua paixão para se certificar de que não vai traí-lo com o duque. A Princesa de Clèves entrou na minha lista de leituras mais por curiosidade histórica que interesse literário. Afinal, ele é considerado o primeiro romance psicológico publicado. Além de ter sido escrito por uma mulher e sido um sucesso de público à época. Não é, contudo, uma leitura que flui com tanta facilidade: há algo do fluxo de consciência que mais tarde seria marca registrada de Virginia Woolf, pensamentos e ações se mesclando e confundindo, de tal forma que às vezes você se perde no enredo. Os personagens também não são lá muito simpáticos - a heroína é perfeita demais, o marido é insosso, o pretendente a amante é inconveniente e sua paixão fixa me assusta. Ainda assim, é uma curiosidade que vale ser saciada, seja para acompanhar a evolução do gênero romance, seja porque ao terminar você está com a cabeça cheia de imagens deslumbrantes da corte, seja porque há algo de intenso e intrigante e - bem, ele é considerado um monumento da literatura daquele país - francês na história.

    20 curtidas

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    Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, comtesse de La Fayette

    Nascida Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, em uma família da pequena nobreza, com um ano de idade se mudou para Paris. Com 16 anos ela se tornou dama de honra da rainha Ana de Áustria e começou a receber educação literária de Gilles Ménage, que a introduziu aos salões de Madame de Rambouillet e Madeleine de Scudéry. Também foi amiga de La Rochefoucauld, que a fez entrar em contato com figuras importantes da literatura francesa, como Racine e Boileau. Seu pai morreu em 1649, e em 1650, sua mãe se casou então com o cavaleiro Renaud de Sévigné, tio da Marquesa de Sévigné, a qual se tornaria sua amiga para o resto de suas vidas. Se casou em 1655 com François Motier, Conde de La Fayette, com quem teve dois filhos.

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    Marie-Madeleine Pioche de La Vergne, comtesse de La Fayette