"Liberdade ou Morte" foi a reportagem que mais gostei. Traz um breve histórico de Marriet Tubman, uma ex-escrava que ajudou na libertação de centenas de negros e é considerada uma das pioneiras na luta dos direitos femininos na sociedade estadunidense do século XIX. O diferencial nessa história é sua determinação e forma arrojada de agir na condução de escravos a quem ajudava na fuga (do sul para o norte). Usava pistola para reprimir desistências, sonífero para crianças chorosas e lutou e pela emancipação e direitos femininos. É a imagem dela que passa a estampar a nota de vinte dólares.
Nosso país precisa reconhecer seus heróis também e com essa disposição a edição trouxe como reportagem de capa João Cândido, figura principal na Revolta da Chibata em 1910. Em linhas gerais, foi uma revolta de marinheiros contra os maus tratos físicos a que eram submetidos. Para isso, tomaram alguns navios de guerra na Baia da Guanabara e apontaram os canhões para o Rio de Janeiro (capital do Brasil) chamando atenção para sua causa. O evento teve desfecho a favor do que buscavam, mas o desenrolar da história foi trágica e dramática para muitos dos envolvidos, entre eles João Cândido. O texto não se aprofunda, mas revela quem foi o homem, sua luta e seu destino.
Um conhecimento banal que gostei. Não sabia que "Jolly Roger" é o nome que se dava àquelas famosas bandeiras piratas. Jolly Roger (Rogério Feliz). Ah, conheço alguém que ficou feliz com esse curioso saber. Falando sério, valeu também por entender um pouco mais do sistema de abordagem dos piratas, referenciado em bandeiras distintas.
No geral, foi o que mais chamou minha atenção.