O Ópio dos Intelectuais -

    Raymond Aron

    Três Estrelas
    2016
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788568493281
    Português Brasileiro

    Um dos principais ensaios políticos do século XX, "O ópio dos intelectuais" é também uma das mais vigorosas críticas já feitas ao marxismo e aos mitos da esquerda. Desde que foi publicado, em 1955, no auge da Guerra Fria e da influência do Partido Comunista sobre a intelligentsia ocidental, o livro tem sido acompanhado de intensos debates e polêmicas. O fim da União Soviética e a crise do projeto comunista não reduziram a sua importância. Ao contrário, deixaram ver o que trazia de mais luminoso- sua defesa da razão, da democracia e da liberdade contra a idolatria política e o autoritarismo. A argumentação corajosa do filósofo Raymond Aron tem três alvos- as representações políticas da esquerda – como a revolução e o proletariado –, a visão marxista-leninista da história – com sua expectativa de um mundo sem classes – e os intelectuais que traem sua vocação para a crítica e a busca da verdade, tornando- se missionários de uma doutrina. Para Marx, a religião era o ópio do povo. Para Aron, o comunismo é a primeira religião de intelectuais a ser bem-sucedida .

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    G.Bay10/04/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Muito bom

    Raymond Aron foi um filósofo, como tal, o livro é escrito de acordo. Ou seja, para quem não é da área ou não está acostumado o livro pode ser por vezes enfadonho, cansativo e chato. Em vários momentos a revisão histórica me pareceu desnecessária, pois meu interesse estava mais na "lógica" por trás da coisa. Alguns dos exemplos aprofundados são muito peculiares da França e o autor não se debruça sobre a América Latina. Depois do meio para o final, o livro fica melhor. O capitulo de conclusão é brilhante. Ainda assim um livro muito válido, especialmente para alunos de cursos de humanas. Para os anti-marxistas de intelecto fraco, coxinhas e afins, o livro não sera de bom proveito. Para aqueles que já se converteram ao marxismo, será um desafio. Como um livro para "desconstrução do marxismo" eu diria que não é o melhor, é bom, porém o propósito dele não é esse. O propósito do livro é comparar a forma como muitas pessoas encaram o marixsmo de maneira dogmática e a coisa se torna literalmente uma religião. Era isso que o velho barbudo queria? Provavelmente não, mas da maneira como ficou exposta a teoria parece levar quase sempre a esse caminho... O que eu recomendaria para "desconstrução do marxismo", especialmente como uma introdução, então ? Obviamente o Manifesto Comunista. A melhor maneira de desconstruir algo é entender como este algo foi construído. Em seguida o "Sócrates encontra Marx" para iluminar algumas coisas...

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