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    A doutrina do choque - A ascensão do capitalismo de desastre

    Naomi Klein

    Nova Fronteira
    2008
    592 páginas
    19h 44m
    ISBN-13: 9788520920718
    Português Brasileiro
    4.5
    116 avaliações
    Leram207Lendo80Querem822Relendo2Abandonos10Resenhas14
    Favoritos29Desejados822Avaliaram116

    Sua pesquisa começa no Iraque, após a invasão dos EUA, e percorre outros lugares: China, Rússia, New Orleans do furacão Katrina, os países asiáticos atingidos pelo tsunami. Naomi foi pessoalmente ao Iraque e à Ásia para conversar com as populações atingidas pela guerra e pelo desastre ambiental. Suas descobertas não foram exatamente surpreendentes: até hoje, as vítimas enfrentam condições materiais difíceis e os projetos de "reconstrução", tanto do Iraque quanto das áreas afetadas pelas ondas do tsunami, servem mais aos interesses de grandes corporações do que às vítimas. Suas descobertas não foram exatamente surpreendentes: até hoje, as vítimas enfrentam condições materiais difíceis e os projetos de "reconstrução", tanto do Iraque quanto das áreas afetadas pelas ondas do tsunami, servem mais aos interesses de grandes corporações do que às vítimas. Os capitalistas de desastre, no entanto, não têm nenhum interesse em consertar o que existiu um dia. No Iraque, no Sri Lanka e em Nova Orleans, o processo enganosamente chamado de "reconstrução" começou concluindo a obra do desastre original, ao eliminar o que restou da esfera pública e das comunidades ali enraizadas — e depois tratou de substituí-las rapidamente por um tipo de Nova Jerusalém corporativa, tudo antes que as vítimas da guerra ou do desastre natural pudessem se reagrupar e reivindicar os direitos sobre o que era seu.

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    Resenhas (14)Ver mais
    Emanuel Guerra picture
    Emanuel Guerra15/11/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A filosofia do capitalismo de desastre

    O livro em si é bem completo por questão de possuir inúmeras fontes de conteúdos diferentes como documentários, estudos, documentos. A capacidade da autora de manter a atenção sobre um assunto "chato" é incrível com ele se tratando dos desastres causados pela CIA e Washington além da escola de Chicago. Principalmente falando sobre os desastres causados a força para a imposição do neoliberalismo tanto no Chile no Brasil na Argentina e vários outros. Logo esse é um livro muito importante para quem deseja entender o pq o capitalismo deu tanto certo para os países "imperialistas" e tão errado para os demais

    14 curtidas

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    4.5 / 116
    • 5 estrelas64%
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    • 1 estrelas1%
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    Naomi Klein

    Naomi Klein (Montreal, 1970) é uma jornalista, escritora e ativista canadiana. A carreira de escritora de Klein começou cedo com contribuições ao jornal The Varsity na Universidade de Toronto, escrevia sobre feminismo. Em 2000 publicou No Logo (em português Sem Logo - A Tirania das Marcas em Um Planeta Vendido), que para muitos se transformou em um manifesto do movimento antiglobalização. O livro traz efeitos negativos da cultura consumista e as pressões impostas de grandes empresas sobre seus trabalhadores. Uma das grandes criticadas é a Nike, que em suas filiais no sudeste da Ásia, segundo Klein, tortura os trabalhadores para que estes cumpram as metas da empresa. Klein recebeu resposta da Nike por isso. Em 2002 publica Fences and Windows (em português Cercas e Janelas), uma coleção de matérias escrita por ela sobre o movimento antiglobalização no mundo como movimento zapatista e os protestos contra OMC e FMI. Klein também escreve regularmente para os jornais The Nation, In These Times, Canada's The Globe and Mail, This Magazine e The Guardian. Em 2004 Klein e o marido Avi Lewis fizeram um documentário chamado The Take onde contam sobre os trabalhadores autônomos na Argentina. Em outubro de 2005 esteve em 11ª lugar na enquete sobre os intelectuais de 2005 promovida pela Revista Prospect. Em setembro 2007, Naomi Klein publicou o livro The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism (em português A Doutrina do Choque: a Ascensão do Capitalismo de Desastre), no qual descreveu como as empresas aproveitam dos desastres naturais, das guerras ou outros choques culturais para avançar políticas de liberalização econômicas. Isso produz empobrecimento das populações, enriquecimento de uma minoria de capitalistas sem escrúpulos e, normalmente, tumultos os quais o governo apaga com o uso da força. Naomi Klein descreve os procesos com o auxílio de exemplos: o Chile do Pinochet, o Brasil e a Argentina das ditaturas militares, a China das repressões depois dos tumultos da Praça da Paz Celestial.

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    Naomi Klein