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    Sobre o Exílio (Biblioteca Antagonista) -

    Joseph Brodsky

    Âyiné
    2016
    100 páginas
    3h 20m
    ISBN-10: 0374516332
    Português Brasileiro
    4.1
    233 avaliações
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    O destino quis que Joseph Brodsky pronunciasse, a distância de poucos dias, no outono de 1987, os dois discursos aqui reunidos, que assumem um lugar simbólico na sua obra. Ambos são discursos sobre o exílio e do exílio. Mas aqui o exílio é uma categoria metafísica, antes de ser política. Isso permite a Brodsky evitar, desde o início, o risco mais atraente do exilado, aquele de colocar-se do “lado banal da virtude”. Para Brodsky a literatura não serve para salvar o mundo, mas é um “extraordinário acelerador da consciência”.

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    Gi S B04/09/2022Resenhou um livro
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    Exílio e exilado, faces de moedas diferentes

    Joseph Brodsky, prêmio Nobel de literatura de 1987, o autor desse livro, que é uma ligeira compilação de 3 palestras/falas/pronunciamentos do mesmo. Ele, exilado russo, século XX. Exílio, condição expurgatoria, expulsão, castigo dado por um governante a fim de que o indivíduo despertença àquele local. Mas o indivíduo leva sua bagagem cultural, sua sociedade vai com ele para onde for. Eis a contradição. Faces de moedas diferentes. Ele fala na primeira delas para um público em Viena, na Áustria, sobre "a condição humana chamada exílio". Diferencia o exilado comum do escritor exilado, puxando a sardinha para o lado dele no quesito coitadismo, e basicamente argumentando que o exilado e escritor sofre mais pois incompreendido e vivendo numa bolha (mundo cultural do qual gostaria de ser um arauto, mas que fica sem voz para tanto). Piegas, para o meu gosto, mas vamos em frente. O segundo discurso, agora para a plateia de Estocolmo, por ocasião do atribuição do Nobel de literatura, diz respeito a que ele chegou ali em detrimento de outros, também escritores exilados, mas a quem não foi auferida premiação. Foi humilde. Falou da condução de ser um exilado russo, da era estalinista que o expurgou e disse que premiar um poeta era manter a língua viva, pois a linguagem é um invento tão importante para a humanidade quanto foi a invenção da roda. Por último, o terceiro pronunciamento que diz respeito a um discurso de agradecimento do prêmio Nobel, chamado como "discurso de aceitação" proferido durante um almoço em Estocolmo, fala de ser uma raridade premiar para a posteridade um poeta cujos leitores dizem respeito a apenas um por cento dos leitores, por si só uma exceção de regra e agradece a premiação. Para uma primeira leitura do autor penso que fiquei meio perdido. Não fedeu, nem cheirou. Mediano. Pode ser uma primeira impressão que se desfaça com o tempo, mas foi o que ficou. A mim não disse a que veio o Nobel. Aliás, o prêmio as vezes é meramente político e creio que seja esse o caso em questão, mas talvez possa estar enganado. O futuro dirá.

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    Iosif Aleksandrovich Brodsky (Iosif Brodskii)

    Escritor norte-americano de origem russa, nascido em Leningrado, em 1940. Prêmio Nobel de Literatura de 1987, destacou-se pelo lirismo de seus poemas. Iniciou sua trajetória literária em 1958, publicando seus poemas em revistas clandestinas. Perseguido e preso na década de 1960, foi condenado a um campo de trabalho no norte da Rússia. Expulso de seu país em 1972, foi para os Estados Unidos, onde começou a traduzir a sua poesia para o inglês e a escrever nessa língua. Morreu em Nova York, em 1996, sem ter voltado ao seu país natal, onde sua obra só foi publicada em grande escala após o fim da União Soviética, em 1991.

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    Iosif Aleksandrovich Brodsky (Iosif Brodskii)