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    Graziella -

    Alphonse de Lamartine

    Carambaia
    2016
    152 páginas
    5h 4m
    ISBN-13: 9788569002161
    Português Brasileiro
    3.9
    24 avaliações
    Leram28Lendo2Querem60Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos5Desejados60Avaliaram24

    Para afastar um jovem francês de 18 anos de um romance indesejado, sua família o envia para uma temporada na Itália – Roma, Florença e Nápoles. Após quase naufragar durante um passeio num barco de pescadores, ele aporta na pequena ilha de Procida, no golfo de Nápoles, e conhece Graziella. A moça o faria esquecer rapidamente do amor deixado na terra natal, e a história dessa paixão resultou numa das obras mais emblemáticas do Romantismo francês. Escrito por Alphonse de Lamartine (1790-1869), escritor, poeta, diplomata e político francês, admirado por autores como Victor Hugo, Charles Nodier e Charles-Augustin Sainte-Beuve, Graziella foi publicado pela primeira vez em 1849 como parte da obra autobiográfica Les confidences e lançado separadamente em 1852. Segundo o crítico literário Brito Broca, o livro inspirou gerações de escritores românticos no Brasil, sobretudo José de Alencar. Baseado em experiências juvenis do autor, Graziella é um exemplo do momento em que o gênero romance tomava forma na França. Apresenta os principais ideais românticos a partir do idílio entre os dois jovens, tendo como pano de fundo a costa napolitana, a situação política da dominação napoleônica, a moral fervorosa católica e as marcadas diferenças sociais da época. Graziella não era editado no país desde os anos 1960. A edição preparada agora pela CARAMBAIA traz nova tradução, feita por Sandra M. Stroparo, professora de Literatura na Universidade Federal do Paraná, que também assina o posfácio.

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    Pablo Pax05/07/2025Resenhou um livro
    0

    Graziela e Rafael

    "Grazielle" e "Raphaël", no original, são duas novelas independentes, mas interligadas (o narrador é o mesmo) e fazem parte da obra "Confidências" (1849) de Alphonse de Lamartine. A primeira fez tanto sucesso que, até hoje, é publicada separadamente como um livro à parte. Toda a literatura brasileira do século XIX - de "Lucíola" de José de Alencar a "Iaiá Garcia" de Machado de Assis - beberam desta fonte, até mesmo nos títulos, no qual o nome de uma mulher, a protagonista, era sinônimo de boas vendas. (Quanto a isso, nem o realismo nem o naturalismo foram tão longe de romper: muita gente que comprava obras naturalistas ou realistas, como Madame Bovary, achava tratarem-se de livros românticos!). Este é um livro bem lírico, com uma escrita limpa e uso de adjetivos raros, mas o autor sabe usar tão bem os adjetivos que a obra não fica pesada; parecem diamantes usados sem excesso por alguém que sabe quando e como usá-los. O enredo das duas novelas, como é sabido universalmente, é sempre o mesmo: alguém que se apaixona e se dá mal no final, mas que, parafraseando o poeta, sempre vale a pena quando a alma não é pequena. Os leitores daquela época, principalmente, leitoras, liam tais livros como as leitoras de hoje leem livros eróticos: para dar vazão a desejos de liberdade em meio à realidade dura e medíocre em que vivemos. A única diferença é que, a partir do século XX, os autores de livros eróticos populares são mulheres escrevendo para mulheres, enquanto o romantismo era predominantemente escrito por homens. Isso, aliás, não era ruim e não podemos perder a mentalidade da época: num tempo em que a autoridade do pai e do marido era máxima, saber que havia homens sensíveis, como esses escritores românticos, era um alento e uma esperança para essas leitoras. Mas sempre penso que esses autores deviam ser lidos ainda hoje por pessoas que querem escrever melhor, sejam elas escritores/as profissionais, sejam pessoas comuns que usam muito a escrita para outras atividades. Deviam ser lidos porque é impressionante como esses escritores do romantismo sabem usar as palavras - um verbo, um advérbio, um adjetivo etc. - de maneira certa e adequada. Mesmo os excessos parecem soar como bom senso... Alphonse de Lamartine (1790-1869) - ao lado de Alfred de Vigny (1797-1863) e Victor-Hugo (1802-1885) - nos anos 1830/60, era não só um dos maiores escritores da França, mas também do mundo. Só Byron, talvez, fosse mais conhecido do que estes três, que a crítica chamava de a santíssima trindade do romantismo francês. Dispensa apresentações.

    7 curtidas

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    Avaliações

    3.9 / 24
    • 5 estrelas25%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    Alphonse de Lamartine profile picture

    Alphonse de Lamartine

    Em 1820 lançou seu primeiro livro, "Meditações" (Les méditations), inspirado num breve amor por Julie Charles, que morreu prematuramente. Aclamado pela crítica, ingressou na carreira diplomática, o que lhe proporcionou viagens para Nápoles, Florença e Londres. Frustrado, com a ascensão de Luís Filipe ao trono da França, em sua intenção de ingressar na carreira diplomática, retornou à poesia com Harmonias Poéticas e Religiosas (1830), Jocelyn (1836) e A Queda de um Anjo (1838). Foi membro do governo provisório e ministro do Exterior em 1848. Depois de sua malsucedida candidatura às eleições presidenciais, escreveu apenas narrativas autobiográficas, terminando a vida em difícil situação financeira. Seus poemas são caracterizados por profunda melancolia, cujos temas freqüentes são religião e amor. Sua influência no Brasil pode ser encontrada em poetas como Castro Alves e Álvares de Azevedo

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    Alphonse de Lamartine