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    Ifigênia - Diário de Uma Jovem que Escreveu Porque Estava Entediada

    Teresa de la Parra

    Carambaia
    2016
    544 páginas
    18h 8m
    ISBN-13: 9788569002178
    Português Brasileiro
    4.1
    43 avaliações
    Leram50Lendo8Querem324Relendo0Abandonos0Resenhas5
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    María Eugenia Alonso tem 18 anos quando perde o pai e precisa deixar a Europa, onde viveu por doze anos, para retornar a sua Venezuela natal. O impacto da troca de Paris, em plena efervescência cultural dos anos 1920, pela monótona e conservadora Caracas, onde ela vai morar com a tia e a avó, a inspira a registrar suas impressões em um diário. Esse é o mote de Ifigênia, diário de uma jovem que escreveu porque estava entediada, da venezuelana Teresa de La Parra (1889-1936), autora inédita no Brasil. A nova vida de María Eugenia revela a realidade das mulheres na Venezuela no início do século XX, “submetidas a um modelo de resignação, quando nada mais lhes restava senão o ‘bom matrimônio’ com um homem de posses”, como descreve Tamara Sender, tradutora e autora do posfácio do livro. O contraste com a realidade de Paris e a crítica à posição da mulher na sociedade caraquenha da época fez com que Ifigênia – cujo título remete à heroína grega que simboliza o sacrifício feminino – se tornasse um dos ícones da literatura feminista latino-americana da primeira metade do século XX. Publicado inicialmente em Paris, em 1924, o livro escandalizou alguns leitores venezuelanos e foi considerado por moralistas como “pérfido e perigosíssimo na mão das moças contemporâneas”, como relatou a própria autora. Teresa de La Parra, até hoje a única mulher escritora que repousa no Panteão Nacional da Venezuela, também viveu, como sua protagonista, entre a Europa e a Venezuela. Mas no sentido inverso. Filha de um diplomata venezuelano, nasceu em Paris, cresceu em uma fazenda nos arredores de Caracas e, após a morte do pai, mudou-se para a Espanha. Na contramão dos usos e costumes da época, não se casou e levou uma vida independente. Diagnosticada com uma grave doença no pulmão, passou os últimos anos de sua vida em sanatórios na Europa. Além de Ifigênia (de 1924, revisto em 1928), deixou o romance Las memórias de Mamá Blanca (1929), contos publicados na imprensa, cartas, fragmentos de diários e um volume com a transcrição de três conferências que proferiu em 1930 em Bogotá sobre a “influência das mulheres na formação da alma americana”.

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    Resenhas (5)Ver mais
    Ariadne Barbosa picture
    Ariadne Barbosa23/08/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Bom livro

    Lido para o desafio Leia Mulheres de janeiro na categoria "Autora latino-americana". Fiquei curiosa com a história principalmente porque é sobre uma menina que tem a sua vida mudada completamente depois que seu pai morre e vai morar com a família dele na Venezuela e que se passa nos anos 20. Achei a história bem lenta, não tem mudanças muito profundas, mas Teresa de La Parra consegue fazer boas críticas sociais sobre a situação da mulher em um país agrário nos anos 20 e que é dependente da família e precisa urgentemente casar para se manter durante o resto da vida. Recomendo apesar de achar que a autora podia ter economizado umas duzentas páginas para contar a história.

    11 curtidas

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    Ana Teresa Parra Sanojo profile picture

    Ana Teresa Parra Sanojo

    Ana Teresa Parra Sanojo (1889 - 1936) nasceu em Paris, viveu até os 11 anos em Caracas e depois a família foi para a Espanha. Em 1910 volta para Caracas e começa sua carreira literária. Seus primeiros contos, sempre fantásticos, são publicados em revistas da cidade e chegam até publicações estrangeiras como em Paris. É um feito impressionante para uma autora ter o reconhecimento que Parra teve com apenas 26 anos. Aos 32 anos seu nome reverbera em toda a comunidade literária venezuelana e logo atravessa as fronteiras e seus textos são colocados lado a lado com Gabriela Mistral. Entre seus livros estão as novelas "Ifigênia" e "Memórias de Mamá Blanca".

    6 Livros
    4 Seguidores

    Ana Teresa Parra Sanojo