Como muitos, Voltaire é melhor como filosófo do que como contista - o que não descrita em absoluto as histórias contidas nesse volume. Com o intuito de exemplificar suas ideias de liberdade e racionalidade, seus contos remetem a uma crítica social e a própria argumentação. Assim, firulas da escrita como metáforas, divagações e descrições são sumariamente descartados para que a narrativa possa exercer o seu papel da forma mais rápida e simples possível. Dentre os onze temas apresentados, o que mais chama a atenção é o de Zadig que pode ser comparado a persona do próprio Voltaire. Quando assolado pelas paixões, o personagem sofre e se desespera, somente sua capacidade como ser pensante lhe oferece alívio e esperança em seu futuro. Recomendo aos estudantes do francês e àqueles interessados em se aprofundar no filosófo.





