A Selva -

    Ferreira de Castro

    Cavalo de Ferro
    2014
    246 páginas
    8h 12m
    ISBN-13: 9789896231965
    Português

    "A Selva é um clássico da literatura portuguesa, uma daquelas obras que, como se diz hoje com fórmula vagamente eclesiástica, entra no cânone da literatura portuguesa." Considerado um dos livros-monumento e de maior sucesso, dentro e fora de portas, da nossa literatura moderna, A Selva, notável epopeia sobre a vida dos seringueiros na selva amazônica durante os anos de declínio do ciclo da borracha, foi lida e amplamente elogiada por nomes que vão desde Jaime Brasil (Livro único na literatura de todo o mundo) a Agustina Bessa-Luís: (obra-prima) e Jorge Amado (clássico do nosso tempo), não passando igualmente despercebida a grandes figuras da literatura internacional, como Albert Camus (estilo sinuoso e sugestivo, como uma vegetação exuberante de termos estranhos e maravilhosos. Livro inesquecível), Blaise Cendars (brilhante e ardente estilista), seu tradutor francês ou Ztefan Zweig (admirável romance).

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    Pedro LDC Viegas27/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Final abrupto

    Em A Selva, o escritor português Ferreira de Castro conta um pouco da vida dos seringueiros no período do declínio do mercado da borracha brasileira, em 1930. A floresta e o rio, descomunais, são presenças que se impõem, e por isso o autor descreve a natureza amazônica com o detalhe de quem descreve um personagem importante. Basicamente, a história relata a aventura que o protagonista teve de enfrentar às margens do rio Madeira num acampamento de seringueiros. Vindo de Portugal por motivos políticos e morando de favor na casa do tio, certo dia ouviu o que não gostou e seu orgulho ferido o obrigou a enfrentar o destino na selva. O livro mostra o convívio de vários tipos humanos naquele meio: o proprietário, o caboclo satisfeito com seu quase nada, e o seringueiro cearense, prisioneiro de uma armadilha ao tentar melhorar sua realidade. O livro foi uma denúncia para o mundo, pois o autor escreveu o livro após uma estadia de um ano nos seringais amazônicos, constatando em primeira mão a realidade. Outro aspecto do enredo é a onipresença esmagadora da floresta. Uma sensação de angústia claustrofóbica diante da massa vegetal, da natureza que tudo domina. A única falha que encontrei foi para o final, que julguei ser muito repentino. Mas a vida também é cheia de finais súbitos, se pensarmos bem. Cinco estrelas.

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