Terras de Sonho (Coleção Saraiva #51) -

    Ferreira de Castro

    Edições Saraiva
    1952
    195 páginas
    6h 30m
    ISBN-13: 9789896231965
    Português Brasileiro

    Trecho selecionado e reproduzido de "Pequenos Mundos, Grandes Civilizações", 1938, Portugal, Empresa Nacional de Publicidade: "(...) O livro Terras de Sonho, volume 51 da coleção Saraiva, é um trecho parcial dessa obra de Ferreira de Castro, onde ele narra suas impressões em relação à Ilha de Monte Cristo, o Egito, Pompéia, a Palestina, Cartago (na Tunísia) e as ilhas portuguesas de Açores e Madeira. A ilha de Monte Cristo se situa no Arquipélago Toscano, no Mar Tirreno, a oeste da região da Toscânia, na Itália (conforme pode ser verificado no mapa ao lado). O arquipélago é composto pelas ilhas de Elba, Pianosa, Capraia, Monte Cristo, Giglio, Gorgona e Giannutri. A ilha de Elba é conhecida historicamente por ter sido o local onde o imperador francês Napoleão Bonaparte foi exilado após sua abdicação em 1814, devido sua derrota na invasão da Rússia. Após um ano, ele fugiu da ilha, retornando ao poder, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo (em junho de 1815). Já a ilha de Monte Cristo é conhecida mundialmente graças ao romance do escritor francês Alexandre Dumas pai (1802-1870) publicado em 1844, O Conde de Monte Cristo, que teve várias edições lançadas no Brasil e também várias adaptações para o Cinema". ==== http://boaleituraparavoces.blogspot.com.br/2013/12/terras-de-sonho-ferreira-de-castro.html?m=1 http://listasdelivros.blogspot.com.br/2013/12/colecao-saraiva-editora-saraiva-1948.html http://naogostodeplagio.blogspot.com.br/2015/06/colecao-saraiva.html?m=1

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    Pedro LDC Viegas27/09/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Final abrupto

    Em A Selva, o escritor português Ferreira de Castro conta um pouco da vida dos seringueiros no período do declínio do mercado da borracha brasileira, em 1930. A floresta e o rio, descomunais, são presenças que se impõem, e por isso o autor descreve a natureza amazônica com o detalhe de quem descreve um personagem importante. Basicamente, a história relata a aventura que o protagonista teve de enfrentar às margens do rio Madeira num acampamento de seringueiros. Vindo de Portugal por motivos políticos e morando de favor na casa do tio, certo dia ouviu o que não gostou e seu orgulho ferido o obrigou a enfrentar o destino na selva. O livro mostra o convívio de vários tipos humanos naquele meio: o proprietário, o caboclo satisfeito com seu quase nada, e o seringueiro cearense, prisioneiro de uma armadilha ao tentar melhorar sua realidade. O livro foi uma denúncia para o mundo, pois o autor escreveu o livro após uma estadia de um ano nos seringais amazônicos, constatando em primeira mão a realidade. Outro aspecto do enredo é a onipresença esmagadora da floresta. Uma sensação de angústia claustrofóbica diante da massa vegetal, da natureza que tudo domina. A única falha que encontrei foi para o final, que julguei ser muito repentino. Mas a vida também é cheia de finais súbitos, se pensarmos bem. Cinco estrelas.

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