[Coleção Tapête Mágico: «Viagens pelo Mundo da Cultura» Mapa em côres, capa e ilustrações do texto executados por *Ernst Zeuner*] Em férias num lugarejo tranqüilo (São Silvestre), o escritor Dagoberto Prata acaba por tornar-se o protagonista de uma história repleta de mistérios e descobertas: onde os segredos das origens do planeta, da vida e do homem lhe seriam revelados... |...| "Após receber duras críticas ao seu novo livro —"As Portas do Tempo"—; o romancista Dagoberto Prata resolve se recolher à São Silvestre, cidade de clima agradável e pacata. Lá, o escritor encontra a paz de que necessitava para se restabelecer; até que estranhos comentários chamam a sua atenção para o casarão que fica na parte mais afastada da pequena cidade, isolado do resto da comunidade. São inúmeros os boatos, rumores e histórias a respeito dos misteriosos habitantes do tal casarão, que é conhecido como "Vila do Destino"." Dagoberto Prata, movido pela curiosidade, resolve ir até lá espreitar a fonte do mistério; e lá encontra — como que saída das páginas de seu último livro, uma linda mulher por quem se apaixona. Não se contendo em apenas observar, o romancista pula o muro, para se aproximar dela; sem atentar para o perigo que tal ato poderia gerar (...) É descoberto e levado para dentro do casarão, onde vai afinal conhecer aquelas pessoas tão misteriosas — de quem verdadeiramente tão pouco se sabe em São Silvestre. Dentro da "Vila do Destino", toma conhecimento do grupo que ali se encontrava empenhado em um assombroso projeto científico: a pesquisa e construção de uma máquina fantástica, capaz de passar num grande quadro de cristal, toda a História do Universo como um verdadeiro filme... Com essa máquina, os personagens preparam-se para embarcar numa Viagem à Aurora do Mundo! '.' [Do blog "Lugar das Palavras"]. ==== (*) Os principais ilustradores atuantes na Livraria do Globo ao longo da primeira metade do século XX: João Fahrion, Edgar Koetz, Nelson Boeira Faedrich, Sotero Cosme, João Faria Viana, João Mottini, Gastão Hofstaetter, Roswitha Wingen-Bitterlich e Ernst Zeuner. ==== http://www.cultura.rs.gov.br/v2/2016/06/exposicao-no-margs-apresenta-trabalhos-dos-principais-ilustradores-da-antiga-livraria-do-globo/
Viagem à Aurora do Mundo (Coleção Tapête Mágico #7) - O Romance da Pré-História
Erico Verissimo, Érico Lopes Veríssimo
Eu, Verissimo e mais um livro
<i>"O homem foi, é e será sempre o mais incoerente e estúpido dos animais."</i> Publicado em 1939, Viagem à aurora do mundo é um livro adorável, muito gostoso de se ler. Traz ilustrações e capítulos curtos, o que torna a leitura fluída. Lembra em alguns aspectos livros como os de Júlio Verne e alguns livros de aventura de Conan Doyle. No prólogo Erico inclusive cita O Mundo Perdido como uma influência para Viagem à Aurora do Mundo. O narrador - em primeira pessoa - principia seu relato afirmando que tudo o que se segue são fatos verídicos. Dagoberto acaba de publicar seu "discutidíssimo romance As Portas do Tempo". Após o fim do árduo trabalho ele sente-se mal e resolve tirar um tempo pra si. Acaba indo para São Silvestre, pequeno vilarejo, e logo descobre que ali perto há um casarão chamado "Vila do Destino" onde há seis meses vive um grupo de pessoas forasteiras que jamais são vistas. Curioso, o escritor logo aventura-se numa caminhada nos arredores do casarão. Encurtando a história, ele acaba convidado a ser hóspede na casa. Lá permanece com um curioso grupo de pessoas: um físico, um homem de negócios, um naturalista, uma religiosa, um filósofo, uma moça bonita, um fantasma, um músico, um empregado e um cozinheiro chinês. Acontece que o físico, após anos de pesquisas, descobre um tal "raio-z" capaz, contrariando Einstein, de viajar mais rápido que a luz. Com isso, constrói uma máquina capaz de projetar imagens do passado. O livro tem por tema a pré-história e por vezes assume um tom didático. O físico projeta imagens (reproduzidas no livro) das eras iniciais da vida na Terra com seus monstros antediluvianos 🦕, e o naturalista vai explicando cada espécime enquanto é ora alvo de deboches por parte do filósofo, ora alvo de descrença por parte da religiosa. <b>Com a palavra, Erico Verissimo:</b> <i>"Procurei dar neste livro, destinado a leitores de todas as idades - leigos como eu na matéria - uma história compreensiva daqueles truculentos habitantes do mundo antediluviano. Tratei de açucarar a pílula, envolvendo a narrativa nos véus do romance e por sinal romance folhetinesco [...]"</i> Mas há mais neste livro. Além do clima de aventura pré-histórica, há um misterioso fantasma que surge sempre no mesmo horário e Erico também insere no meio disso tudo um romance: O escritor (narrador, protagonista) apaixona-se pela moça bonita, Magnólia, que por sua vez está prometida em casamento com o homem de negócios que bancou o investimento necessário para a construção da máquina. Este livro contém clichês e é até classificado como infanto-juvenil. Não espere encontrar informações científicas atuais; não espere também diálogos reflexivos e maduros do tipo que são encontrados em outros livros do autor. Entretanto pode esperar uma boa narrativa e entretenimento de qualidade.
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