Nesta edição: - O pai das olimpíadas (Quem foi o Barão de Coubertin, o idealizador dos Jogos Olímpicos modernos) - Viena no centro da Europa - Gênios na miséria - Independência romantizada - A vida em Chichen Itza
Aventuras na História Nº 159 (Setembro de 2016) - O Pai das Olimpíadas
não informado
Interessante a seção dos 10 mais. O tema da vez foi "os gênios que morreram na miséria". Tem dois brasileiros na listagem: Vital Brazil e Aleijadinho. Sobre o Vital, quanta vitalidade, heim! (perdoem o trocadilho, é para o espanto de saber que teve 18 filhos. Vixi o grande cientista não estudava a questão do planejamento familiar). E sobre o Aleijadinho, li recentemente o romance "O Seminarista", de Bernardo Guimarães" e através dele dá para entender um pouco o fracasso financeiro. Sofria de rejeição quanto à estética moderna de suas esculturas. Lá no romance o autor mostra um texto preconceituoso e pejorativo contra as criações do Aleijadinho, com termos como "disformes, cabeças mal contornadas, proporções mal guardadas, corpos por demais espessos e curtos e outros muitos defeitos capitais" (transcrição literal). Caramba! Vindo de um autor que tem um manifesto moderno no romance, sobre o valor da liberdade de escolhas, é de se espantar negativamente nesse ponto. De acordo com o que foi apresentado em outra reportagem, O Barão de Coubertin poderia entrar nessa lista e, pensando no esporte, acredito que também o Garrincha. A reportagem de capa está abrangente em vários aspectos sobre as Olimpíadas. Não sabia disso do barão ter morrido em uma situação financeira falida (fruto do investimento nos jogos, mas se foi isso mesmo, valeu a pena). Fiquei instigado em saber mais sobre a "Heraea" que, segundo a revista, tem poucas informações. Trata-se dos jogos paralelos às olimpíadas que era exclusivo à disputas femininas, já que nos olímpicos as mulheres eram proibidas até de assistir (com raras exceções). Banalidade à parte, dos cartazes mostrados sobre os jogos o que me pareceu mais bonito (apesar da correlação infame e miserável) foi da Olimpíada de Berlim, em 1936. É o que evoca mais a estética grega, a meu ver, com uma concepção clássica bonita. Olhando melhor, não sei se deriva de erro de impressão, mas o anel olímpico vermelho, referente às Américas, não é enfatizado. Será? Espaço para voar em conjecturas... O cartaz mais inovador foi o dos jogos de Londres (2012). Acho que o artista tinha tomado umas e outras e aí teve a sacada (brincadeira minha com a história!). Duas pequenas notas chamaram minha atenção, por alguma relação com a Bíblia. Não estou convencido que a bebida alcoólica mais antiga seja a cerveja (sempre acreditei no vinho, o mesmo que embebedou Noé, mas isso está fora de cogitação para os historiadores), e os Filisteus seriam descendentes de povos vindos do mar Egeu (da Grécia ou Creta, baseando-se no estudo de seus artefatos cerâmicos). Só estou registrando por achar curioso de alguma forma e estarem em correlações com coisas que gosto de ler. Outra pequena nota diz que grande parcela das populações indígenas não eram nômades como se acreditava. Lembrei do povo Wajãpi, no meu estado do Amapá. Segundo alguns historiadores, eles eram habitantes originalmente na região do Xingu, no Pará, e migraram para o Amapá a cerca de quatro séculos, ao serem pressionados pelo avanço dos colonizadores. O que tem haver? Lembrei para ilustrar uma das motivações de migrações. Interessante também a leitura do quadro da "Independência", de Pedro Américo, no olhar minucioso da história. Muita coisa foi invenção do autor, que se popularizou por interesses patriotas de imprimir nobreza clássica ao ato. Imagine só o D. Pedro I no lombo de uma mula, sujo de lama, suado, desalinhado e com uma bruta caganeira. KKKK! O livro que deixo em registro, para buscas futuras, é "101 Brasileiros que fizeram História", de Jorge Caldeira.
Estatísticas
Avaliações
3.3 / 8- 5 estrelas13%
- 4 estrelas38%
- 3 estrelas25%
- 2 estrelas13%
- 1 estrelas13%


