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    Riso Vermelho (Coleção Livro B #52) - Krassnyi Smiekh

    Leonid Andreiev

    [Lisboa] Editorial Estampa
    1988
    142 páginas
    4h 44m
    ISBN-10: 9723302438
    Português
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    "Riso Vermelho" é uma visão fantástica e desmesuradamente dramática" da guerra russo-japonesa, de 1904. Novelas excelentes, mostrando a guerra em todo o seu horror, o ambiente de um manicômio, o processo de uma paranóica, na fronteira indecisa entre o real e o fantástico. Ele parte deste fato para subir às alturas das visões universais do gênio profético. O autor começa a sua história com cenas de um horror bélico, cujo naturalismo, implacável, consegue arrepiar-nos, de tão verdadeiro e, aos poucos, sobe de tom até conferir às suas descrições a apocalíptica amplitude das visões proféticas. Já se não trata da guerra russo-japonesa, mas da Guerra, praga a que os livros sagrados se referem e que ataca, de tempos em tempos, o homem, o riso vermelho dos demônios e dos deuses",

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    Leonid Nicolaevitch Andreiev profile picture

    Leonid Nicolaevitch Andreiev

    Foi um escritor russo, considerado o maior entre os pessimistas da literatura russa. Até os 30 anos de idade, Andreiev teve uma vida muito pobre, passando dias e dias sem ter o que comer, chegando a tentar o suicídio, que não se consumou porque ele foi socorrido a tempo. Ainda no hospital, Andreiev se arrependeu do ato e começou a refletir sobre a incapacidade do homem de se sobrepor ao destino. Apesar dos reveses, prosseguiu nos estudos e formou-se em Direito mas, não possuindo vocação para a carreira, dedicou-se inteiramente à literatura e ao jornalismo. Suas primeiras novelas alcançam relativo sucesso. Tolstoi, em plena glória, o saudou com entusiasmo.Sua obra literária é povoada de infelizes personagens que inspiram compaixão. Andreiev nunca conseguiu se livrar das traumatizantes experiências de seu passado, e transmitia em seus textos imagens de tragédia e amargura através de seus vencidos personagens, com um estilo revoltado, impetuoso e torturantemente pessoal. Em geral, os trabalhos de Andreiev refletem a vida sombria e atormentada dos que já perderam todas as esperanças e ilusões. Até mesmo o humor com o qual tenta impregnar alguns textos tende a soar irônico e sombrio. Andreiev sempre tenta chamar a atenção do leitor para o lado mais trágico e cruel da vida, fustigando o egoísmo, a impiedade, a covardia e a brutalidade humanas. Colocado entre os grandes escritores pessimistas, Andreiev desce ao âmago das misérias que o rodeiam, não hesitando nem mesmo diante do mórbido, e expondo tudo com uma crueza quase selvagem. A dúvida sempre o atormenta e, por isso mesmo, da sua numerosa bagagem literária (contos, novelas, romances, dramas e comédias), poucos trabalhos refletem tão nitidamente a sua personalidade quanto A Conversão do Diabo, uma das obras primas do conto universal, que trata com graça, sensibilidade e um amargo e irônico humor o completo fracasso das pretensões diante das contingências da vida. Os editores mostram-se sempre interessados em seu livros, que ele publicou continuamente até morrer em condições misteriosas em 1919 na cidade de Kaokkala, Finlândia, onde se exilara 5 anos antes.

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    Leonid Nicolaevitch Andreiev