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    Visão de Carlos XI e outros contos (Coleção Livro B #41) -

    Prosper Mérimée

    [Lisboa] Editorial Estampa
    1982
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9789723302349
    Português
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    Visão de Carlos XI e outros contos / Prosper Mérimée, 1803-1870; selecção, trad. e notas de Manuel João Gomes. Lisboa : Estampa, 1982. '-' Advogado, historiador, arqueólogo e escritor francés do Romantismo; o autor de "Carmen", história adaptada por Bizet na clássica ópera homônima. Mérimée gostava do misticismo, da História e das coisas incomuns. Influenciado diretamente pela ficção histórica de Walter Scott e pelo drama psicológico e cruel de Pushkin, seu estilo porém era conciso, bastante objetivo - apesar de marcadamente dramático. Muitas de suas obras fictícias retratam lugares de forma bastante exótica - dedicando-se particularmente à Espanha e à Rússia. Também aprendeu latim, grego, italiano, espanhol, inglês, e russo. Foi o primeiro a traduzir obras literárias russas para o francês; [Obras] La Jacquerie (1828) - drama sobre uma insurreição camponesa nos tempos feudais. "La Chronique du temps de Charles IX" (1829) - Novela sobre as dissidências religiosas entre protestantes (à altura conhecidos como huguenotes) e católicos, culminando em guerra civil na França do início do século XVI, cujo ponto máximo fora o conhecido massacre de S. Bartolomeu, em 1572. Mosaïque (1833) - Reunião de contos, dentre os quais Mateo Falcone, Tamango, Federigo, Baladas, O Vaso Etrusco, etc.. Além destes, três cartas espanholas. A maioria dos contos já havia sido publicada na "Revista de Paris", entre 1829 e 1830. La Vénus d'Ille (1837) - conto de horror maravilhoso onde uma estátua de bronze ganha vida! Colomba (1840) - esta foi sua primeira novela de sucesso. Conta a história de uma jovem moça corsa que obriga seu irmão a cometer um assassinato para se vingar. Carmen (1845) - A mais famosa de suas novelas, narra a história de uma bela cigana infiel que é morta pelo amante, um oficial espanhol. Em 1875, foi transformada em ópera, por Georges Bizet, além de vários filmes. *Lokis* (1869) - ambientado no Leste Europeu, é uma história de terror onde um homem, metade urso e metade gente, gostava de se alimentar de carne humana. A Câmara Azul (1872) - uma farsa com todos os caracteres de conto sobrenatural, mas onde ao final tudo volta a ser como era antes... ==== (*) Já publicado na Colecção Livro B, #21 -- Histórias de Vampiros / Ed. Estampa de Lisboa.

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    Prosper Mérimée

    Prosper Mérimée (1803-1870), escritor francês, estreou na literatura com <i>O teatro de Clara Gazul</i> (1825), um sucesso imediato, mas foi nas novelas e contos que produziu suas maiores obras-primas. Homem de interesses e conhecimentos múltiplos, poliglota, foi também arqueólogo, crítico de arte, historiador, filólogo e senador. Morreu em Cannes, França e ali foi sepultado no <i>Cimetière du Grand Jas</i>. Também aprendeu latim, grego, italiano, espanhol, inglês, e russo. Foi o primeiro a traduzir obras literárias russas para o francês. Ocupou diversos cargos públicos, em todos eles destacando-se pelo bom desempenho de seus deveres. Foi nomeado (1830) Inspetor dos Monumentos Históricos, revelando-se um arqueólogo nato, combinando suas habilidades lingüísticas, uma notável avaliação histórica e sincero devotamento às artes, desenho e arquitetura. Neste mister, seus relatórios vieram muitas vezes a merecer publicação, e destaque em sua produção, ao largo da literária. A ele se deve, em boa parte, a conservação do rico legado cultural, do qual tanto se orgulha o povo francês. Neste mesmo ano conheceu e auxiliou a Condessa de Montijo, espanhola. Quando a filha dela tornou-se a Imperatriz Eugénie, da França, em 1853, Mérimée foi honrado com o cargo de senador. Prosper Mérimée morreu em Cannes, França e ali foi sepultado no Cimetière du Grand Jas.

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