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    Guia politicamente incorreto da história do mundo -

    Leandro Narloch

    LEYA BRASIL
    2013
    287 páginas
    9h 34m
    ISBN-10: B00EOBPUFG
    Português Brasileiro
    3.7
    3083 avaliações
    Leram5084Lendo355Querem3032Relendo8Abandonos223Resenhas161
    Favoritos0Desejados3032Avaliaram3083

    Este livro é um guia contra a doutrinação que muitos brasileiros sofreram na escola. Não tem a pretensão de contar toda a história do mundo: seu alvo são os principais mitos sobre os últimos 2 mil anos que, apesar de terem sido derrubados há muito tempo por historiadores, prevalecem nos livros didáticos, nas provas do Enem, nas conversas de bar. Cintos de castidade na Idade Média? Eles nunca existiram pelo contrário, manuais de medicina da época diziam que o prazer sexual era essencial à saúde das mulheres. Milhares de crianças foram exploradas nas fábricas inglesas do século 19? Está certo, mas é bom lembrar que a Revolução Industrial, pela primeira vez, tornou o trabalho infantil desnecessário. E lembra aquela história de que as guerras e a miséria da África são consequência das fronteiras artificiais criadas pelos europeus? Há quase 30 anos historiadores e economistas africanos deixaram de acreditar nela. Abaixo da superfície, a história não é tão simples quanto aquele professor militante costumava nos ensinar. Depois do sucesso do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil e do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, é hora de finalizar o trabalho. É hora de jogar tomates nas versões ultrapassadas da história do mundo.

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    Fabricio Alves picture
    Fabricio Alves08/01/2014Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Uma piada sem graça

    Para ser sincero, comecei a ler este livro que ganhei de presente com muito interesse, pois o tema parecia dos mais interessantes, e caso fosse baseado em fatos sólidas, seria perfeito. Porém, passando alguns capítulos comecei a ficar chocado com tamanha baboseira. As pessoas que possuem um mínimo de instrução, gostam e conhecem o mínimo de história e estão cientes dos problemas e das diferenças políticas do mundo, sabem muito bem que dá para facilmente distorcer a história a partír de fontes das mais diversas, sejam estas de livros, pessoas, citações, pesquisas, etc. E que o mesmo material muitas vezes pode ser interpretado de duas formas, ambas opostas. Eu, por exemplo, mesmo sabendo que não é verdade e que estaria enganando meu leitor, poderia muito bem citar diversas fontes que dizem que OVNIS pousaram na cidade de Varginha. Ou então, provar por A+"B" que o homem não pousou na lua, que o holocausto não existiu ou mesmo dizer que existem monstros gigantes vivendo no fundo dos nossos oceanos. E isso vale para tudo. No caso deste livro, infelizmente o que se percebe é que o objetivo foi colocar o leitor no mundo histórico fantasioso da extrema direita. De acordo com o livro, foram as indústrias - e a revolução industrial -, que com toda a sua exploração do trabalho das massas que livrou o homem do trabalho infantil. Isso é realmente um absurdo para se falar, pois até hoje infelizmente temos trabalho infantil em todo o mundo, justamente para manter o lucro no bolso dos grandes empresários. Não precisa ser muito inteligente para ver isso. Também de acordo com o livro, foi o consumo desenfreado e empresas como o McDonald's que levaram o mundo à paz! E olha que ele dedica um capítulo inteiro para criticar os monges budistas e o Dalai Lama, além de simplesmente detonar aqueles que desejaram um mundo um pouco mais humano, mais culto, menos consumista, como aqueles que fizeram a revolução francesa. Veja só o que ele fala sobre os intelectuais: "Se é verdade que o capitalismo fez luxuosidades chegarem ao dia a dia dos pobres, tornou o trabalho infantil desnecessário e transformou a fome em problema de abundância, ele também gerou consequências menos satisfatórias. Uma delas foi a proliferação dos intelectuais. Ao libertar as pessoas do trabalho do campo e dar força a indústrias de entretenimento, a Revolução Industrial multiplicou o número de indivíduos que poderiam se dar ao luxo de passar a vida em bibliotecas e escolas discutindo ideias - e reclamando (que grande ironia) dos terríveis efei-tos do capitalismo." Se você ainda acha que é exagero o que estou comentando, dê uma olhada abaixo em mais alguns trechos que selecionei do dito livro: - "Luxo e ostentação melhoram o mundo" - "McDonald's, a franquia da paz". - "Quando pensamos em defensores da paz mundial, lembramos de lideres religiosos como o Dalai Lama ou o papa, protetores dos oprimidos como Madre Teresa ou senhoras do terceiro mundo com roupas coloridas, lenços na cabeça e olhares cheios de esperança. Alguns desses guardiões da virtude deram sua contribuição para evitar crimes e guerras, mas os heróis da paz de maior resultado foram outros. Se hoje vivemos na época mais pacífica de todas, com a menor frequência de guerras e assassinatos da história do mundo, é melhor agradecer a alguns cientistas nucleares e, principalmente, ao dono da padaria da esquina, o proprietário da franquia do McDonald's e os homens de paletó que operam o comércio exterior. Foram eles, os comerciantes, que mais levaram o mundo em direção à paz nos últimos séculos." - "A bomba de Hiroshima salvou milhões de japoneses". - "Hitler, um socialista". - "Quem destruiu a África foram os líderes africanos" - "Eles preferiram o aparthaid" - "Em defesa do Gandhi canastrão" - "Muitos samurais eram bêbados fofoqueiros". Enfim, você tem duas formas de ler este livro, a primeira é tentando levar ele a sério e com isso passar raiva, ou a segunda opção, aquela que eu escolhi, que é de levar tudo como uma bela piada. Ou melhor, pra você que ainda não leu, escolha um outro livro e aproveite melhor o seu tempo. Infelizmente eu perdi o meu.

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