The Thousand Autumns of Jacob de Zoet One of "TIME" magazine's most influential novelists in the world presents a bold and epic novel about a rarely visited point in history--18th-century Japan--in a work as exquisitely rendered as it is irresistibly readable... [Reviews] Confirms Mitchell as one of the more fascinating and fearless writers alive. (Dave Eggers New York Times Book Review) Spectacularly accomplished and thrillingly suspenseful. ( Sunday Times) The most impressive fictional mind of his generation. ( Observer) A novel which actually deserves the accolade "tour de force". (Kamila Shamsie, Books of the Year Daily Telegraph) Lose yourself in a world of incredible scope, originality and imaginative brilliance. (Katy Guest Independent on Sunday) Brilliant. ( The Times) [About the Author] Born in 1969, David Mitchell grew up in Worcestershire. After graduating from Kent University, he taught English in Japan, where he wrote his first novel, Ghostwritten. Published in 1999, it was awarded the Mail on Sunday John Llewellyn Rhys Prize and shortlisted for the Guardian First Book Award. His second novel, number9dream, was shortlisted for the Booker Prize and the James Tait Black Memorial Prize, and in 2003, David Mitchell was selected as one of Granta's Best of Young British Novelists. His third novel, Cloud Atlas, was shortlisted for six awards including the Man Booker Prize, and adapted for film in 2012. It was followed by Black Swan Green, shortlisted for the Costa Novel of the Year Award, and The Thousand Autumns of Jacob de Zoet, which was a No. 1 Sunday Times bestseller. Both were also longlisted for the Booker. In 2013, The Reason I Jump: One Boy's Voice From the Silence of Autism by Naoki Higashida was published in a translation from the Japanese by David Mitchell and KA Yoshida. David Mitchell's sixth novel is The Bone Clocks (Sceptre, 2014).
The Thousand Autumns of Jacob de Zoet -
David Mitchell
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Ver maisThe Thousand Autumns of Jacob De Zoet é um livro traiçoeiro. Ele aguarda o leitor com o semblante de uma história clássica de homem versus corrupção, mas mantém sua mandíbula escondida para uma mordida bem maior e mais perigosa. Situado no ano de 1799, no porto de Dejima, no Japão, a única porta de entrada no país para o mundo Ocidental, em particular para a nação holandesa, o livro tem início ao fazer uma crônica da vida de Jacob De Zoet, escriturário da Companhia de Comércio das Índias Orientais, cargo que lhe foi atriuído por seu futuro sogro; sua missão: criar uma fortuna e uma reputação para si mesmo que o torne merecedor da mão em casamento da mulher que ama; para isso, Jacob deverá passar 5 anos no Japão. Um estrangeiro em uma cultura estranha, e um homem correto em meio a comerciantes desonestos, De Zoet é um sonhador, um trabalhador competente que acredita que honestidade e trabalho árduo irão tornar suas ambições reais. Na primeira parte do livro, o autor, o britânico David Mitchell, consegue tecer um retrato extremamente lúcido da estranha sociedade que povoa o porto de Dejima: comerciantes, intérpretes, cozinheiros, médicos, escravos, policiais, procuradores, monges. A primeira coisa que salta aos olhos do leitor é a facilidade com que Mitchell dá uma voz particular a cada personagem e gerencia todos eles de modo a conseguir o registro mais detalhado possível do mundo que criou. O narrador onisciente segue as desventuras de Jacob De Zoet através de uma míriade de diferentes sotaques e culturas, crenças e ambições, ao ponto que o mundo em que ele vive adquire uma realidade palpável ao leitor - tudo feito através de um vocabulário riquíssimo, que sente-se à vontade tanto na poesia dos pequenos detalhes quanto na opulência de grandes discursos. Tudo vai bem, até que De Zoet se apaixone por uma estudante de medicina japonesa, e então o livro dá uma guinada em outras direções. O livro é dividido em cinco partes. Em cada parte, Mitchell muda o foco da narrativa. Essa técnica, a princípio, desarma o leitor, pois ele traz novos elementos e novas abordagens à sua trama que nos pega totalmente desprevenidos (pulando de disputas mesquinhas no porto de Dejima para seitas tenebrosas no interior do Japão, por exemplo). Essa sua capacidade elástica, no entanto, serve para o bem e para o mal. Em seus melhores momentos, não parece haver limite para a capacidade narrativa de Mitchell, que navega com fluência pelos mais diversos cenários e pelas mais diversas intrigas. Em seus piores momentos, no entanto, o leitor pede que ele abandone um tanto sua exibicionice e simplesmente termine de contar o que havia começado (o que ele fará, obviamente, de um jeito ou de outro). O tema final do livro talvez seja a maneira como o contato com uma cultura diferente da nossa tende a trazer à tona o nosso melhor e o nosso pior lado. Essa preocupação é constante ao longo do livro, mesmo com as digressões da trama. Ela está presente na ação de cada personagem. Algumas das passagens do livro são memoráveis, algumas parecem excesso do autor, mas o conjunto final, assim como o protagonista, é fascinante por sua riqueza. É um trabalho imperfeito, mas orgulhoso (às vezes até demais), de suas imperfeições.
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3.2 / 6- 5 estrelas17%
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