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    Mestres do Terror Nº 34 - Jaguaretê e o fim do mundo

    Flávio Colin, Rodolfo Zalla, Mozart Couto

    D-Arte
    1985
    44 páginas
    1h 28m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4
    1 avaliação
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    Mestres do Terror Nº 34, publicada em 1985.

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    R .25/10/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As chamas da alegria ardem por mais uma bela edição, especialmente na maranduba de Jaguaretê (será que o autor teve sacadas no clássico Ubirajara, do Alencar?). Gostei dessa HQ, que traz o jovem indígena em um confronto com o Ipupiara - um ser mitológico tupi vindo das águas, devorador de cunhãs e abás, conhecido dos primeiros colonizadores. A história foi empolgante, instigante e interessante, com a vitória da valorosa onça sobre o ente dos rios e mitos. Só não sabia, o mesmo, que seu mundo como conhecia estava por ruir, como ouviu no derradeiro recado do Ipupiara. A arte é de Rubens Cordeiro. Outra HQ curiosa é "O mensageiro" (ilustrada por Mozart Couto), que materializa a motivação dos loucos serial killers. Esses malucos costumam argumentar uma sina, uma missão para o qual foram escolhidos e a história ilustra isso. As duas citadas são as melhores da edição, mas além destas tem: - Uma do Flávio Colin (O covil da vingança) com a paranoia de uns bandidos fugindo da polícia. Apresenta estilo de mistério pelo mistério, ou seja, não se explica e o autor preferiu deixar assim para ficar intrigante, tipo Poe. KKKK! Estou sendo protetor do ilustrador preferido na revista, pois caberia aqui um deus ex machina (sinônimo de tosqueira mal contada). - "O olho de Kali" é estrelada pelo "Frank" (se metendo em uma turba que busca um lendário rubi indiano). Ilustrada de forma primorosa por José Pimentel Neto. - "O miserável ladrão" (que tosqueira o Rodolfo Zalla ilustrou, hein! Manda aí um deus ex machina, que essa tá realmente sem noção).

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    Flávio Colin profile picture

    Flávio Colin

    Desenhista carioca, criado no sul do país, Flavio Barbosa Mavignier Colin iniciou sua carreira de quadrinhista ainda bem jovem, nos anos 50. De acordo com uma entrevista que deu nos anos 80, sua primeira HQ profissional saiu na revista “Enciclopédia em Quadrinhos”, da RGE, em 1956. Seguiram-se X-9, Águia Negra, Dom Quixote, Cavaleiro Negro e outros. O fato de trabalhar em títulos originariamente estrangeiros, serviu para consolidar seu estilo arrojado e diferente, além de lhe conferir um senso profissional, ainda hoje sem paralelos no mercado de comics tupiniquim. Ficou bem conhecido ao transportar para as páginas impressas, o herói radiofônico O Anjo, além da quadrinização de Os Brutos também Amam. Nos anos 60, marcaria definitivamente sua carreira, ao trabalhar no gibi do grande sucesso da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário. Colin também atuou na área publicitária e colaborou para a (hoje) histórica revista O Cruzeiro; além de fazer parte de inúmeras tentativas de se nacionalizar a produção de quadrinhos, no Brasil. Para os estúdios de Maurício de Souza e o grupo Folha, produziu Vizunga, um dos primeiros personagens de quadrinhos realmente com background ecológico. Homem de fortes convicções, Colin sempre rendeu ótimas e esclarecedoras entrevistas... tão boas quanto suas histórias. Entre os anos 70 e 80, produziu ininterruptamente, colaborando para as publicações das editoras Grafipar e D-Arte, entre outras. Prolífico até o fim de sua vida, Colin ficou conhecido pela nova geração de leitores brasileiros, ao estrelar publicações especiais como: O Boi das Aspas de Ouro, Estórias Gerais e Fawcett. Colin faleceu em 13 de agosto de 2002, devido a complicações respiratórias. Tem em artistas como Watson Portela verdadeiros admiradores. “O Colin eu gostava por causa do estilo ímpar. Se existiu um desenhista realmente brasileiro, foi o Colin”, lembrou Watson em uma entrevista.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Flávio Colin