Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas42
    • Leitores1427
    • Similares10
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    O Museu do Silêncio -

    Yoko Ogawa

    Estação Liberdade
    2016
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788574482699
    Português Brasileiro
    3.7
    362 avaliações
    Leram450Lendo30Querem935Relendo0Abandonos12Resenhas42
    Favoritos15Desejados935Avaliaram362

    Os museus têm como pressuposto guardar objetos de valor histórico ou científico para fins de exibição pública, de modo a registrar à posteridade a importância que eles tiveram para a humanidade num período determinado. Mas como seria no caso de um museu que tivesse como objetivo preservar lembranças de pessoas que morreram? Essa é a essência da trama proposta pela japonesa Yoko Ogawa neste O Museu do Silêncio, primeira amostra da produção da autora que a Estação Liberdade traz ao público brasileiro. O sonho de dar cabo ao Museu do Silêncio é de uma velha que vive com a jovem filha e um casal de empregados. Um museólogo – narrador da história – é contratado por ela para tirar o projeto do papel. De personalidade hostil e sem o menor traquejo social, a velha tem lá suas idiossincrasias, sobretudo em relação ao tipo de conteúdo que planeja para o museu: as lembranças dos mortos precisam ser representativas do que eles foram em vida. Uma peça de roupa, uma fotografia sorridente – nada disso. Não se trata de preservar lembranças afetivas. Cada objeto do museu precisa ser a metáfora perfeita da existência do finado. No caso do homem cego, por exemplo, só mesmo seu olho de vidro serve às intenções da velha. E o museólogo – nenhum dos personagens do livro é nomeado – tem que se virar para recolher esse tipo de “relíquia” dos corpos moribundos. Para se familiarizar com essa macabra tarefa, o museólogo conta apenas com a ajuda da filha da chefe, por quem nutre sentimentos paternais... ou nem tanto. E, não bastassem o mau humor e as grosserias da velhota, ele ainda tem de lidar com uma chocante onda de assassinatos de mulheres da região, marcados pela característica comum de apresentar os corpos das vítimas mutilados numa região bem específica. O Museu do Silêncio é uma obra de suspense, bastante simbólica da produção de Yoko Ogawa, escritora japonesa contemporânea muito saudada no Ocidente. Sua literatura é excêntrica, preterindo tons e temas ternos e etéreos por aqueles mais duros e polêmicos, não raro flertando com o grotesco. Neste livro, ela também opta por ambientar a trama em tempo e local não identificados, o que contribui para diluir os eventuais estranhamentos culturais intrínsecos às suas origens nipônicas, e assim consolidar sua voz de alcance universal.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (10)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (42)Ver mais
    Camila picture
    Camila06/01/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um Museu diferente de todos que existe no mundo.

    Uma literatura Japonesa. Autora: Yoko Ogawa O museu do silêncio conta a história de um museólogo que não é identificado por nomes, assim como nenhum outro personagem. Esse homem é contratado por uma senhora rica que mora em uma vila com poucos habitantes,com a incumbência de recolher,organizar e catalogar objetos e relíquias de pessoas que partiram desta para melhor. Essa idosa tem um projeto muito ousado na cabeça, de construir um memorial da morte. Um museu que colete recordações das pessoas que já morreram naquela vila. A velha, que por sinal era muito grosseira e mal educada, já havia coletado durante toda a vida, objetos das pessoas que iam morrendo na cidade e precisava de alguém mais jovem para dar andamento em seu projeto ambicioso, pois já ultrapassava seus 100 anos. Os objetos coletados eram sempre muito estranhos, e geralmente roubados, pegos sem que ninguém percebesse. Mas, normalmente coisas sem nenhum valor financeiro, coisas que desapareciam e a família nem mesmo se dava conta. Objetos poucos convencionais, mas que por algum motivo, dentro da história de vida daquela pessoa tinha um significado muito especial, muito particular. O livro é cheio de símbolos, cheio de metáforas e enigmas, e o museu é batizado pela velha e pelos outros personagens que participaram de sua construção de o museu do silêncio, pois, os itens coletados não contam sua história por si só, não falam, são relíquias que carregam segredos da vida dos que morreram mas que não evidenciam o que de fato são esses segredos. Em outros momentos do livro, identificamos a simbologia do silêncio, na figura de alguns monges que vivem no monastério, isolado mas próximo dessa vila. Esses monges prometem que vão ficar calados durante toda vida, são os monges do silêncio. Os moradores da vila os procuram para confidenciar seus segredos, dado que, contam com a certeza que eles nunca serão revelados. O livro é cheio de mistérios, uma investigação sobre a passagem do tempo, a memória, a vida e a morte. São muitas camadas de significados neste romance original e atípico e acima de tudo uma reflexão bonita, delicada e envolvente, provocadora a respeito da vida, da morte, as diferenças entre a velhice e a juventude. A dificuldade de preservar as memórias, será que existe uma maneira de impedir que a lembrança de uma pessoa que passou pelo mundo seja esquecida? Recomendo essa leitura, vale a pena viajar por essa incrível história!!!

    18 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.7 / 362
    • 5 estrelas19%
    • 4 estrelas37%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas2%
    小川 洋子, Ogawa Yōko profile picture

    小川 洋子, Ogawa Yōko

    Y&#333;ko Ogawa é uma escritora japonesa. Ogawa nasceu em Okayama, Prefeitura de Okayama, se formou na Universidade de Waseda, e vive em Ashiya, Hyogo, com seu marido e filho. Desde 1988, ela tem publicado mais de vinte trabalhos de ficção e não-ficção. O seu romance “The Professor’s Beloved Equation” foi transformado em um filme. Em 2006 ela escreveu o livro “Na Introduction to theWorld’s Most Elegant Mathematics” em conjunto com Masahiko Fujiwara, um matemático, como um diálogo sobre a extraordinária beleza dos números. <br> <br> Kenzaburo Oe disse, “Yoko Ogawa é capaz de dar expressão aos mais súbitos trabalhos da psicologia humana em uma prosa gentil e ainda assim penetrante.” A sutileza em parte está no fato de que os personagens de Ogawa geralmente não sabem o porquê de estarem fa

    36 Livros
    34 Seguidores

    &#23567;&#24029; &#27915;&#23376;, Ogawa Y&#333;ko