Elogio da Loucura (Livros de Bolso Europa América #61) - Morice encomium

    Erasmo, Erasmo de Roterdão, Erasmo de Rotterdam

    [Mem Marttins] Publicações Europa América
    1990
    145 páginas
    4h 50m
    ISBN-10: 9721007188
    Português

    O mundo em que vivemos é louco. Muito mais louco do que pensamos. Totalmente louco. Não tem mais remédio. Aliás, se houvesse remédio, o mais salutar seria a própria loucura, o único bem supremo. Assim fala Erasmo de Rotterdam neste livro que, do inicio ao fim, é uma sátira mordaz, mas inteligente, da sociedade do século XVI. A loucura domina o mundo. Loucura por dinheiro, loucura pelo poder, loucura pelo saber, loucura até pela religião. A felicidade suprema do homem está nas loucuras que comete, na transformação da loucura em divindade que guia todos os seus passos. Erasmo, mente privilegiada, perspicaz, corajosa, escreveu para o homem do século XVI, mas parece que, quase como um profeta, pretendia mesmo dizer que o verdadeiro império da Loucura atingiria seu auge no final do século XX e início do século XXI. ==== https://showlivros.wordpress.com/coleccoes/literatura/bolso-europa-america/

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    Rafael Augusto Alves picture
    Rafael Augusto Alves04/05/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Simplesmente fantástico

    O elogio da loucura é um livro do início do século XVl, e me impressionou absurdamente. A narrativa é em primeira pessoa, e é ela, a deuza loucura quem nos conta todos os benefícios dados a nós por ela. Livro absolutamente satírico e de uma ironia deliciosa, que vai nos descrevendo como nossa vida seria impossível sem sua presença; como manteríamos nossos amigos se a loucura não nos ajudasse a desconsiderar certas atitudes, como nos casaríamos se a loucura não nos ajudasse a suportar o controle exercido de parte a parte, como suportaríamos funcionários e patrões etc etc etc. Erasmo de Roterdã faz uma crítica muito forte a igreja católica. Por intermédio de sua interlocutora, nos conta como essa igreja desviou dos caminhos indicados por Jesus Cristo. Será que pagando indulgências o ser humano está livre de seus pecados tendo a perspectiva do paraíso? Será que o padre tem o poder de mandar esse ou aquele para o fogo do inferno? O o quê se diria da inquisição, que mandou milhares de pessoas para a fogueira? Estaria essa igreja no caminho de Jesus Cristo, ou seria ela totalmente influenciada pela deuza filha da riqueza e da volúpia? Leiam esse livro! Inclusive, é ótimo para iniciar em filosofia.

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