GATO - UM DEUS PARA CHAMAR DE SEU: ele saiu do mato para virar divindade no Egito, acabou perseguido pela Igreja e hoje reina nas nossas casas. Entenda como o gato ajudou a moldar a história da humanidade, e tornou-se o pet mais popular do mundo Do embrião ao abate: a engenharia do bife ideal Homer Simpson para Presidente A busca pela geladeira perfeita As melhores escovas elétrica O toca-discos que flutua As mulheres estão lotando as cadeias. Por quê?
Superinteressante Nº 369 (Dezembro de 2016) - Gato - Um Deus para Chamar de Seu
não informado
A revista iniciou com um editorial controverso. O diretor de redação, para ilustrar ideias ultrapassadas e erradas, cita uma passagem bíblica dando um direcionamento também errado ao que realmente expressa. Entendi a objetividade, mas está equivocada sua colocação em relação à palavra do Senhor. A ideia sobre retrocesso, o objetivo do texto, está desenvolvida na seção "Essencial, mil palavras", que tece considerações sobre a atual política mundial referente às maiores potências. A eleição do Donald Trump mostra que os governos estão voltados para valorização de mecanismos protecionistas e nacionalistas, o que traz perpectivas de retocessos em avanços que vinham ocorrendo na área ambiental e relações comerciais. Esse ultranacionalismo pode ser o estopim para muitos conflitos. A matéria de capa dessa vez trouxe uma visão sobre os gatos. Gostei desse texto, que explora a relação com a humanidade em aspectos históricos. Citam-se os primeiros contatos, a importância como crias domésticas e o direcionamento mítico que tiveram entre endeusamento, seres profanos associados à maldade e atual situação como animal de estimação (superior aos cães em números). Na questão do endeusamento há o resgate da cultura egípcia em que simbolizavam a deusa Bastet e eram oferecidos em rituais de sacrifício e mumificação. E na referência à maldade houve documentos papais que os consideravam personificações do demo e assim foram até torturados e mortos pela inquisição. Af! Que idiotice que os homens inventaram... Achei interessante a correlação com a cultura islã, em que eram bem vistos e isso pode ter despertado uma reação inversa nos líderes do cristianismo (aqueles lá, que inventavam, e ainda inventam, leis usando o nome de Deus..). Outros textos que me entusiamaram em certos pontos foram: "o criador de mentes artificiais" (achei interessante pela introdução do conceito de zumbi filosófico, que expressa adesão a algo sem que se tenha real consciência) e "A saga da geladeira" (traz a história em seus ganhos e prejuízos para a humanidade, destacando a vinda próxima de um produto revolucionário, não agressor ao meio ambiente e mais econômico - um desafio que foi almejado por Einsten e finalmente está para chegar nos lares, após 2020). No "Oráculo", pra variar, mais uma história esdrúxula relacionada a fé (sobre São Longuinho).
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