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    Especial de Quadrinhos Nº 7 - Sertão & Pampas -

    Flávio Colin

    Grafipar
    1980
    36 páginas
    1h 12m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3
    1 avaliação
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    HQ de valorização nacional sobre os sertões e pampas.

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    R .02/12/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Não me diverti com esta. Além das HQs serem curtas demais, não apresentam algum fato extraordinário. Em linhas gerais, são como histórias corriqueiras nos sertões e pampas. De outros tempos... outros tempos... Se considerarmos apenas esse aspecto, tem sua relevância de viagem ao passado. Olha o que tem: "O degolador" acompanha a vida errante de um castelhano, entre brigas e mortes. Sinceramente, queria que esse tipo tivesse levado a pior, mas é como esses bandidos atuais que conquistam admiradores. Saí daí, cabron! Passa fora! "Cabocla". Qual é! Parece um vareio do Flavio Colin inspirado em imposições animalescas e naquela música: Caboooooocla... Queria ver um quadrinho "adulto" do artista, pois suas ilustrações, mesmo inusitadas, tem muito sex appeal nas belas curvas femininas. Ah, e não é que a caboca gostou... Devaneei um pouco em suspiros nada decentes... "Estripulia" é a única que explora o universo fantástico com uma história de curupira à la bicho-papão. Só posso concluir na valorização da loucura. Não curti. "Vacariano" é uma HQ de vingança, um acerto de contas pela boçalidade e abusos de um cabra. "Coluna do meio", mais um acerto de contas, mas que saiu diferente do planejado. É isso. São como contos do cotidiano de outros tempos. Tem graça? Ás vezes sim. Poxa! Fiquei com aquela música e desenrolar da história grudados na cabeça... Caboooooocla... KKKKK! A literatura prega cada uma, né?

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    Flávio Colin profile picture

    Flávio Colin

    Desenhista carioca, criado no sul do país, Flavio Barbosa Mavignier Colin iniciou sua carreira de quadrinhista ainda bem jovem, nos anos 50. De acordo com uma entrevista que deu nos anos 80, sua primeira HQ profissional saiu na revista “Enciclopédia em Quadrinhos”, da RGE, em 1956. Seguiram-se X-9, Águia Negra, Dom Quixote, Cavaleiro Negro e outros. O fato de trabalhar em títulos originariamente estrangeiros, serviu para consolidar seu estilo arrojado e diferente, além de lhe conferir um senso profissional, ainda hoje sem paralelos no mercado de comics tupiniquim. Ficou bem conhecido ao transportar para as páginas impressas, o herói radiofônico O Anjo, além da quadrinização de Os Brutos também Amam. Nos anos 60, marcaria definitivamente sua carreira, ao trabalhar no gibi do grande sucesso da TV brasileira: O Vigilante Rodoviário. Colin também atuou na área publicitária e colaborou para a (hoje) histórica revista O Cruzeiro; além de fazer parte de inúmeras tentativas de se nacionalizar a produção de quadrinhos, no Brasil. Para os estúdios de Maurício de Souza e o grupo Folha, produziu Vizunga, um dos primeiros personagens de quadrinhos realmente com background ecológico. Homem de fortes convicções, Colin sempre rendeu ótimas e esclarecedoras entrevistas... tão boas quanto suas histórias. Entre os anos 70 e 80, produziu ininterruptamente, colaborando para as publicações das editoras Grafipar e D-Arte, entre outras. Prolífico até o fim de sua vida, Colin ficou conhecido pela nova geração de leitores brasileiros, ao estrelar publicações especiais como: O Boi das Aspas de Ouro, Estórias Gerais e Fawcett. Colin faleceu em 13 de agosto de 2002, devido a complicações respiratórias. Tem em artistas como Watson Portela verdadeiros admiradores. “O Colin eu gostava por causa do estilo ímpar. Se existiu um desenhista realmente brasileiro, foi o Colin”, lembrou Watson em uma entrevista.

    114 Livros
    13 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Flávio Colin