Memorial de Aires -

    Machado de Assis

    Nostrum Editora
    2016
    252 páginas
    8h 24m
    ISBN-10: B01H7UJ53S
    Português Brasileiro

    Memorial de Aires é o último romance escrito por Machado de Assis, publicado no mesmo ano de sua morte, 1908. Está organizado como uma série de entradas em um diário e, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, não tem um enredo único, mas compõe-se de vários episódios e anedotas que se interpermeiam. Aires era um conselheiro que sempre acompanhou Machado em suas histórias, geralmente como um amigo dos personagens. Reportava à figura do próprio Machado. Nesta obra, idolatra uma mulher, D. Carmo, que possivelmente possa ser inspirada em Carolina Augusta Xavier de Novais, o que é sugerido talvez pela coincidência dos nomes Aguiar e Assis, D. Carmo e Carolina, e também pelo fato do casal não ter filhos. Diz-se que se trata de obra machadiana de maior de caráter autobiográfico.

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    Fabio Shiva28/08/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um romance de despedida

    Um romance sobre a despedida. “Memorial de Aires” foi o último romance de Machado de Assis, publicado em 1908, mesmo ano de sua morte. Recomendável para os que já amam Machado. Pois sua beleza maior está em ser o término de uma vida de narrativas, o verso final proferido pelos lábios moribundos do poeta, o desfecho, o lacre, a tampa do caixão. Para mim, que já o amo, esse livro trouxe um profundo sabor de velhice, de saudades irreconciliáveis, de uma ternura cansada pelos achaques da idade, mas de modo algum vencida, uma ternura essencial que parece o tesouro maior que o autor salvou para o último de seus livros. Pela estrutura é muito semelhante a “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, com uma diferença crucial: aqui não há veneno. É como se o Conselheiro Aires (já presente em “Esaú e Jacó”), aposentado das exigências da vida diplomática, estivesse cansado do olhar crítico e da ironia, preferindo enxergar e contar o bem onde antes fazia questão de tecer o mal. O resultado é um livro suave, ameno, um pouco triste e monótono também. Exatamente como imaginamos a velhice. (14.12.09)

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