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    De Pauliceia Desvairada a Lira Paulistana - Capa Dura

    Mário de Andrade

    Martin Claret
    2017
    470 páginas
    15h 40m
    ISBN-13: 9788544001356
    Português Brasileiro
    4
    30 avaliações
    Leram48Lendo7Querem105Relendo0Abandonos3Resenhas6
    Favoritos4Desejados105Avaliaram30

    Neste volume reúnem-se diversas obras em verso que marcaram a carreira de Mário de Andrade, entre elas "Pauliceia desvairada", "Losango Cáqui", "Clã do Jabuti", "Remate de males", "O carro da miséria", "A costela do grã cão", "Livro azul", "Café" e "Lira paulistana". Uma edição imperdível que permite-nos compreender melhor a concepção dos modernistas brasileiros.

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    Jessica Fernanda12/03/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um mergulho tão profundo na poética cidade de São Paulo que durante a leitura é como se você fosse transportado à ela

    Neste livro vemos o autor fazer desde as reflexões mais simples sobre a vida a críticas muito importantes sobre a sociedade e a política da época. Mário relutava em nomear sua arte lírica de poesia, preferia chamá-la de anotações líricas de momentos vividos, achava que a poesia tinha que ir além do que se conhecia, mas não se atrevia adiantar-se. Gostava de usar palavras e trechos que não se ligavam aproveitando a sonoridade de nossas palavras para criar suas poesias sem rima e, apesar das linhas melancólicas de suas obras, quis destacar em muitos momentos que a melancolia não representava seu estado de espírito, pois era muito feliz. Tornou-se poeta em uma época que o Brasil se encontrava diante de diversas mudanças políticas, econômicas e sociais, sendo que o autor foi um dos precursores da arte moderna em nosso país. “Minhas reivindicações? Liberdade. Uso dela; Não abuso.” Em homenagem a cidade de São Paulo, a editora Martin Claret resolveu lançar essa edição que contém diversas obras em verso do autor que dedicou sua vida a retratar a São Paulo que habitava em seu coração. Reúnem-se entre elas “Pauliceia desvairada” sua primeira obra a fazer sucesso e cujo prefácio interessantíssimo é visto como um manifesto poético, “Losango Cáqui”, “Clã do Jabuti” onde o autor tira o foco da cidade de São Paulo e usa do seu lirismo singular para perambular com seus versos por outras regiões do Brasil, “Remate de males”, “O carro da miséria”, “A costela do grã cão”, “Livro azul”, “Café” e “Lira paulistana” em que o rio Tietê é sua principal inspiração poética. Poesias foram feitas para serem apreciadas aos poucos e com muita serenidade, os versos lidos com urgência perdem o encanto e a beleza, por isso, durante todo o mês de março e comecinho de abril, muito tranquilamente, me permiti caminhar pelas ruas da São Paulo dos anos vinte, senti a garoa fina que cobria a cidade em meu rosto e me vi as bordas do Tietê quando ele ainda podia ser chamado de rio. Senti amor por essa cidade sem nunca sequer a ter visitado além das páginas e versos de Mário de Andrade e fiquei ainda mais impressionada com suas fortes opiniões políticas e admirada em como ele conseguiu passar cada sentimento de revolta através de sua arte. “Mas porém é brasileiro, Brasileiro que nem eu... Fomos nós dois que botamos Pra fora Pedro II... Somos nós que devemos Até os olhos da cara Pra esses banqueiros de Londres... Trabalhar nós trabalhamos Porem para comprar as pérolas Do pescocinho da moça Do deputado Fulano. Companheiro, dorme!” Em capa dura, a edição de luxo é para deixar qualquer amante da poesia deslumbrado. A cada nova obra compilada nessa edição temos sua respectiva capa separando-as e as identificando, minha preferida com certeza foi Lira Paulistana, me vi emocionada em muitos trechos em que o autor expressou seu mais profundo amor por São Paulo. Para os amantes de poesia essa é uma edição imperdível que nos permite compreender melhor a concepção dos modernistas brasileiros e para quem não está habituado pode ser uma introdução ao gênero. Eu sempre li poesias, mas pela primeira vez li uma compilação de livros de uma vez e recomendo que leiam com calma e sem pressa, os versos de Mário de Andrade assim como os de qualquer outro poeta são melhor apreciados quando lidas aos poucos, dito isso, leitura recomendada. “Vou fazer do meu fim minha esperança, Ôh sono, vem!... Que eu quero amar a morte Com o mesmo engano com que amei a vida.”

    2 curtidas

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    4 / 30
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas43%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
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    Mário Raul de Moraes Andrade

    Andrade nasceu em São Paulo no dia 9 de outubro de 1893, onde morou durante quase toda a vida até morrer no dia 25 de fevereiro de 1945. foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo, folclorista e ensaísta brasileiro. Seu segundo livro de poesias, Paulicéia Desvairada, marcou para muitos o início da poesia modernista brasileira. Em 1922 parcitipou ativamente da Semana de Arte Moderna, que teve grande influência na renovação da literatura e das artes no Brasil.

    125 Livros
    365 Seguidores
    São paulo, Brasil

    Mário Raul de Moraes Andrade