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    Gênio - Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura

    Harold Bloom

    Objetiva
    2003
    832 páginas
    1d 3h 44m
    ISBN-10: 8573025107
    Português Brasileiro
    4
    48 avaliações
    Leram78Lendo16Querem256Relendo1Abandonos4Resenhas2
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    Com a escrita sensível de um leitor apaixonado e a argúcia crítica de estudioso erudito, Harold Bloom nos leva a uma fascinante viagem pelo mundo da literatura, contemplando-nos com visões originais de textos consagrados. Desde a Bíblia até Sócrates, passando pelos feitos transcendentais de Shakespeare e Dante, até chegar a Machado de Assis, Faulkner e Hemingway, Bloom atravessa séculos, apontando insuspeitas analogias entre os gênios por ele selecionados, as surpreendentes influências que se estabeleceram ao longo do tempo. ´Gênio´ é obra de referência indispensável a todos os que desejam ter uma visão ampla do melhor da literatura de todos os tempos.

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    Alexandre Kovacs05/06/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Harold Bloom - Gênio, Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura

    Editora Objetiva - 828 páginas - Publicação 2003 - Tradução de José Roberto O´Shea. Levei algum tempo para concluir a leitura deste trabalho enciclopédico do conceituado e polêmico crítico Harold Bloom. Em minha opinião, Bloom é excessivamente Shakespeariano, sendo que esta posição acabou influenciando a crítica neste livro a vários autores consagrados que foram, de uma forma ou de outra, sempre comparados de uma maneira repetitiva e injusta com Shakespeare. Sobre a paixão de Bloom pela "bardolatria" e a influência negativa em sua crítica, o trecho a seguir de Pedro Sette Câmara é muito elucidador: "O fato é que Bloom pretende estabelecer uma distância intransponível entre o leitor comum e Shakespeare, e ele, Bloom, não pretende agir como uma mensageiro entre mundos - que seria o seu papel de professor -, mas te convencer de que você não pode mesmo entendê-lo, e que somente Shakespeare - o criador da sua psique, em última instância - pode te explicar, e nunca você a ele. Mesmo que Shakespeare esteja realmente acima da imensa maioria dos seres humanos, isto não quer dizer que não possamos entendê-lo, e entender é explicar." O procedimento de Harold Bloom na escolha das 100 mentes mais criativas obedeceu o critério de não considerar autores ainda vivos como José Saramago que, apesar disto, é citado como um dos maiores ficcionistas da atualidade. O trecho a seguir define a idéia de gênio literário, nas palavras do próprio Bloom: "Todas as mentes criativas exemplares aqui incluídas contribuíram para a expansão da consciência dos respectivos leitores e ouvintes. As questões que devemos colocar a qualquer escritor são as seguintes: ele ou ela alarga a nossa consciência? E como isso se dá? Sugiro um teste simples, mas eficaz: fora o aspecto do entretenimento, a minha conscientização foi aguçada? Expandiu-se a minha consciência, tornou-se mais esclarecida? Se não, deparei-me com talento, e não com gênio. Aquilo que há de melhor e de primordial em mim não terá sido tocado". Harold Bloom utilizou como base na estrutura do livro a divisão dos autores em dez conjuntos regidos cada um por um "Sefirah" da Cabala. Cada uma destas partes é ainda dividida em dois "Lustros" que representam "o brilho decorrente da luz refletida, o lustre, o esplendor de um gênio refletido em outro, uma vez justapostos". Segue abaixo a relação completa dos autores na classificação (confusa) proposta por Bloom: 1. Keter, ou coroa, na Cabala, os autores selecionados nesta classe dominaram os respectivos gêneros literários: teatro, romance, ensaio, épico e conto: William Shakespeare; Miguel de Cervantes; Michel de Montaigne; John Milton; Leon Tolstoi; Tito Lucrécio; Virgílio; Santo Agostinho; Dante Alighieri; Geoffrey Chaucer. 2. Hokmah, sabedoria divina. Jesus é a figura central oculta desta classe, mas foi excluído devido à "sábia advertência dos meus editores", segundo Bloom: O Javista; Sócrates e Platão; São Paulo; Maomé; Samuel Johnson e James Boswell; Johan Wolfgang von Goethe; Sigmund Freud; Thomas Mann. 3. Binah, inteligência realizada em sabedoria, ou um prisma que ilumina o que pode ser apreendido: Friedrich Nietzsche; Kierkegaard; Franz Kafka; Marcel Proust; Samuel Beckett; Molière; Henrik Ibsen; Anton Tchekhov; Oscar Wilde; Luigi Pirandello. 4. Hesed, aliança do amor de Deus pelos homens e mulheres, manifesta-se ou através da ironia ou da perda do amor: John Donne; Alexander Pope; Jonathan Swift; Jane Austen; Lady Murasaki; Nathaniel Hawthorne; Herman Melville; Charlotte Bronte e Emily Jane Bronte; Virginia Woolf. 5. Din, serve de fronteira, ou horizonte, que delimita a aliança de amor de Hesed: Ralph Waldo Emerson; Emily Dickinson; Robert Frost; Wallace Stevens, T. S. Eliot; William Wordsworth; Shelley; John Keats; Giacomo Leopardi; Lorde Alfred Tennyson. 6. Tiferet, misericórdia de Deus manifesta como "beleza" de Deus, meditação frequentemente expressa como Shekkinah, a presença de Deus como bela forma feminina: Swinburne; Dante Gabriel Rossetti; Christina Rossetti; Walter Pater; Hugo von Hofmannsthal; Victor Hugo; Gérard de Nerval; Charles Baudelaire; Arthur Rimbaud; Paul Valéry. 7. Nezah, vitória de Deus, exemplos do gênio épico e variações deste: Homero; Luis Vaz de Camões; James Joyce; Alejo Carpentier; Octavio Paz; Stendhal; Mark Twain; William Faulkner; Ernest Hemingway; Flannery O´Connor. 8. Hod, "majestade feminina" de Deus, é feminino tão-somente em relação aos atributos masculinos mais severos da Divindade: Walt Whitman; Fernando Pessoa; Hart Crane; Federico García Lorca; Luis Cernuda; George Eliot; Willa Cather; Edith Wharton; F. Scott Fitzgerald; Iris Murdoch. 9. Yesod, traduzido livremente como "fundação", encerra dois significados afins: o impulso sexual masculino e o mistério do equilíbrio entre o feminino e masculino, nos processos naturais: Gustave Flaubert; Eça de Queirós; Machado de Assis; Jorge Luis Borges; Italo Calvino; William Blake; D. H. Lawrence; Tennessee Williams; Rainer Maria Rilke; Eugenio Montale. 10. Malkhut, o "reino", é a presença de Deus no mundo, exibida na glória radiante de Shekkinah. a "descida" do Divino na condição de mulher: Honoré de Balzac; Lewis Carroll; Henry James; Robert Browning; William Buttler Yeats; Charles Dickens; Fiodor Dostoiévski; Isaac Babel; Paul Celan; Ralph Ellison. Machado de Assis é o único autor brasileiro a constar da relação acima. "A genialidade de Machado", argumenta o crítico, "é manter o leitor preso à narrativa, dirigir-se a ele freqüentemente e diretamente, ao mesmo tempo em que evita o mero realismo (que jamais é realista)". Sobre o romance Memórias póstumas de Brás Cubas, Bloom faz o seguinte comentário: "O livro é cômico, inteligente, evasivo, uma leitura prazerosa, oração após oração. O gênio de Machado nega qualquer páthos , ao mesmo tempo em que subverte todos os supostos valores e princípios, bem como a suposta moral."

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    Harold Bloom

    Harold Bloom foi um professor e crítico literário estadunidense. Ele ficou conhecido como um humanista porque sempre defendeu os poetas românticos do século XIX, mesmo num tempo em que suas reputações eram muito baixas. Bloom é autor de diversas teorias controversas sobre a influência da literatura além de um defensor ferrenho da literatura formalista (a arte pela arte), em oposição a visões marxistas, historicistas, pós-modernas, entre outras. Em Contos e poemas para crianças extremamente inteligentes de todas as idades, coletânea de contos organizada por Bloom e editada em português, Bloom afirma que foi um menino bastante solitário apesar de rodeado por familiares carinhosos, e continua solitário depois de uma vida inteira dedicada ao ensino, à leitura e à escrita. "Mas teria estado bem mais isolado se poemas e histórias não tivessem me alimentado, e se não continuassem a me incentivar", completa. Bloom é um dos grandes impulsionadores contemporâneos do conceito de Cânone Ocidental. Shakespeariano, um dos grandes defensores da chamada "bardolatria", escreveu Shakespeare - A Invenção do Humano e Hamlet - Poema Ilimitado, dois grandes ensaios sobre o bardo. Terry Eagleton, teórico da literatura, afirma que "a teoria literária de Bloom representa uma volta apaixonada e desafiadora à ‘tradição’ romântico protestante". Para ele "a crítica de Bloom revela com clareza o dilema do liberal moderno, ou humanista romântico, o fato que não é possível uma reversão a uma fé humana otimista, serena, depois de Marx, Freud e do pós-estruturalismo, mas que por outro lado qualquer humanismo, como o de Bloom, tenha sofrido as pressões agônicas dessas doutrinas". Lecionou durante muitos anos as disciplinas de humanidades na Yale University e inglês na New York University. Morreu em 2019.

    49 Livros
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    Nova Iorque, Estados Unidos

    Harold Bloom