"Uma antevisão brilhante dum sistema que quis dar aos homens a Felicidade (a Organizacao) em troca da Liberdade (que é sempre Erro, Crime, Barbárie, Desorganização). É o retrato robô dum Libertador que não resistiu à tentação de encerrar os povos que libertou dentro dos Muros Inabaláveis da Verdade para poupá-los á Dor e ao Contágio dos Vírus do Erro, da Diversidade. Do Eu. Com resultados paradoxais, como se sabe: a reclusão faz desenvolver o vírus da liberdade, da mesma forma que a liberdade leva frequentemente os humanos a suspirarem pelas algemas. E a denunciarem ( como faz o ingênuo protagonista) todos quantos queiram cortar as amarras que os prendem à felicidade.
Leiam o livro depressa. E corram depois para a televisão, a ver até que ponto, hoje, os oprimidos estão libertos e os libertos oprimidos... Comédia trágica. Tragédia irônica.
Como este livro."
M.J.G.
A história se passa num mundo racionalista, uniforme, onde as diferenças entre os seres foram abolidas, onde tudo é controlado, onde há horas para trabalhar, fazer sexo, ficar na rua. Tudo é controlado pelo Estado Único. E quando uma mulher nota uma característica individual em uma outra pessoa, é nesse momento que o questionamento sobre a perfectibilidade daquele mundo surge.